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O amor não nos explica. E
nada basta,
nada é de natureza assim
tão casta
que não macule ou perca
sua essência
ao contato furioso da
existência.
Nem existir é mais que um
exercício
de pesquisar de vida um
vago indício,
a provar a nós mesmos que,
vivendo,
estamos para doer, estamos
doendo.
Carlos Drummond de Andrade
in A Máquina do Mundo
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Comentários
Um cabaz de beijos...