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A mostrar mensagens de 2008

Canónicas #12

«Os bons sempre foram o começo do fim» F. Nietzsche, 1883, in Assim Falava Zatarusta , trad. ed Guimarães .

por aí

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Constant (c. 1969) “New Babylon”. Aguarela e pastel s/ papel, 24” x 30.5”.

‘metafisica superata’

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Não adiro com facilidade à ideia de que a Igreja tenha responsabilidades na criação para além da salvação, - aliás na carola dum cristão que se preze nem se devia conseguir bem distinguir os conceitos - mas adoro as metafísicas superadas . E não sendo a abordagem ecológica do homem uma novidade absoluta, Bento XVI esteve fantástico no seu discurso, mesmo que ele possa ficar na história como o discurso da floresta tropical . Mas eu cá apanhava-lhe o balanço e juntava só mais uma metaforazinha com o amazonas: o Homem como sinuosidade. (não confundir com sinusite) .

Luna Park

«… e encostaram timidamente as faces. Os carinhos frugais são os mais bonitos, os mais calorosos, os mais eloquentes.» in Sinal de Fogo , 'Histórias de Amor', Robert Walser, Relógio d’Água, 2008 .

Luna Park

«A vida é extremamente complexa, e os acasos são, por vezes, necessários» Álvaro de Campos (FP), em entrevista ao jornal A Informação , a 17 Setembro de 1926. .

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No processo de google-patience que desenvolvi no post anterior confirmei até à exaustão que há milhares de mulheres bonitas, milhares de gajas com corpos de fazer estremecer a espinha e zonas adjacentes, milhares de poses que fariam abrir as águas antes que Moisés levantasse sequer os olhos aos céus. A beleza feminina tornou-se uma banalidade, a exposição da carne da fêmea perdeu o seu desígnio principal de máquina de tesão e fez o seu caminho de tentativa de transformação numa merda estética ao nível duma paisagem dos alpes. Mas a mulher como objecto perdeu a sua guerra: ninguém porá uma gaja boa na sala de jantar a concorrer com uma travessa de cantão. A mulher continua a parecer reservada para objecto de coração.

Para aliviar das mamas das claudias irinas

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2009 twelve not so obvious women to stay with us during the crisis. No fundo uma dúzia de escolhas para nos preocuparmos em conjunto. São tudo moças que preocupam muito bem, e assim evitam-se as bellucis, scarletes, therons & outras penélopes afins. Um pirelli alternativo. Janeiro Ashley Judd No início do ano teremos uma moça altiva a dar um tom de optimismo. Apresentando um U shape a tentar timidamente mostrar que se pode transformar num V shape. É uma carinha semi triste, mas dalguma forma dando a entender que com ela podemos atacar o ano de peito feito. Fevereiro Cate Blanchet Neste mês devemos fazer-nos acompanhar dum clássico de distinta preocupação, uma espécie de desencanto com pedigree. Cate desafiando os discursos da tanga com o discurso da rendinha. Março Emmanuelle Béart No ano de 2009 não haverá primavera como já foi anunciado. Março será pois um mês bastante triste, teremos muita tendência para nostalgicamente olharmos para o arvoredo sem flor, e nada melhor que uma ...

Madoff Show (III). Cozido à Portuguesa

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Temos que convir que a Madoffolhada é um golpe e peras. Homem respeitado leva à certa outros homens não menos respeitados , num esquema simplérrimo mas aplicado a valores milionários, só faltava mesmo o dinheiro ter sido benzido antes de ser todo perdido. Reparemos que a situação seria muito semelhante a um cenário deste género: o Ernani Lopes e o Medina Carreira montariam numa garagem um jogo do bicho destinado a amigos banqueiros & afins, que iriam lá uns dias por semana fazer uma espécie de overnight alternativo servido com pãozinho quente com chouriço. Certa noite sairiam os dois para o clássico comprar tabaco e dar uma entrevista na SIC notícias e…não voltariam. Gerar-se-ia a ansiedade, seguida de compulsiva vontade de mijar, e finalmente o pânico… Armando Vara – É pá, eles estão a demorar-se e eu apostei os PPR’s todos do banco… se calhar amanhã são capaz de me fazer falta. Manuel Pinho – Logo por azar hoje tinha apostado a Autoeuropa porque me disseram que já estava parada,...

Whatz happenede withe pescoço of Paulo Rangele

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Penso que todo e qualquer português a partir de hoje se devia considerar avalizado pelo estado. Todos somos praticamente sistémicos, - cheguei a tomar um anti-sistemínico porque me estava a dar para o pingo no nariz - e os lampiões até são pluribus uno e o caralho. Eu pessoalmente sinto-me a defaultar bastante quando subo um lanço de escadas, já a descer me custa menos. De elevador, menos ainda. Do colinho só tenho boas recordações. Regra geral dilacero um bocado se não confiam em mim, é o meu lado Narciso Miranda, concomitantemente solvabilizo benzinho e mantenho os rácios, nos dias santos chego a aparentar um triple A com pernas. Só estou aqui para tentar ajudar, podeis inclusive fazer todos de cigarra, que eu, mais o Costa, estamos com um formigueiro nas pernas, mas tudo bem.

Madoff Show (II). The Excel Game.

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Follow the links & let’s drink a Ponzi.

Financex appeal

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«…Entretanto, os movimentos internacionais de capital, que tiveram um papel perturbador na década de 1930, foram também limitados. O sistema financeiro ficou um pouco maçador mas muito mais seguro. E então as coisas ficaram outra vez interessantes e perigosas . Os crescentes movimentos internacionais de capital prepararam o palco para as crises monetárias devastadoras dos anos 90 e para a crise financeira globalizada em 2008…» Paul Krugman, hoje, no Público . Hummm.

Madoff Show. Inevitáveis: soma e segue.

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«We're still a long way from Eastern Europe of the 1990s or from the Latin America or Russia of the present. But maybe not as far as we think.» Anne Applebaum, (a tal que escreveu, note-se, The Gulag: A History ) na Slate.com

Hardpio

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Dou-me bem com a religiosidade miserável. Gosto de igrejas com gente sofrida, de pele enrugada, olhar escondido e pecados à flor da dita, apenas procurando carinho na madeira polida do genuflexório, e disponíveis para dar um bocado do seu braço por troca duma alma ainda na fase dos caboucos. Gente que dá uma na chaga e outra na cicatriz; não acredito em angústias limpas, dúvidas musicadas, teologias libertadoras, credos em cinemascope. Mas também gosto daquela pequena baba da hipocrisia, do esgar do escrúpulo, da gente que pensa conseguir lavar a alma com meia hora de cheiro a cabelos oleosos. No fundo o catolicismo adapta-se bem a gente, como eu, pouco esquisita. Gosto da parte estúpida da fé, da boca cheia de palavras de sentido e gosto duvidoso, do dogma desnecessário, da ameaça escatológica. O que seria da fé cristã se não pudéssemos pensar em Deus morto por nós na cruz enquanto desesperamos por uns bons pastéis de bacalhau. O que seria da fé sem a incompetência para perceber o mun...

Corrente

Era inevitável a trincadela de Adão, era inevitável a extinção dos dinossauros, era inevitável a queda do império romano, era inevitável a inquisição, era inevitavel a guilhotina, era inevitável o gulag, era inevitável 0 Eusébio ter ido para os lampiões, era inevitável o aproveitamento dos salários baixos, era inevitável a globalização, era inevitável a fome em África, era inevitável a desregulação financeira, era inevitavel a lixadela da camada de ozono, era inevitável a especulação com o petróleo, era inevitável o homem ir para a cozinha, era inevitável a bolha imobiliária, era inevitável o salvamento dos bancos. Melhor que o inevitável só o óbvio. .

A case of you

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Just before our love got lost you said / I am as constant as a northern star / And I said, constant in the darkness / Wheres that at? / If you want me I'll be in the bar Joni Mitchell

Programa Guantanasmus

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Sócrates (eng), desiludido com o programa Erasmus desde que uma estudante Finlandesa confundiu o Magalhães com um kit de maquilhagem da Barbie, viu uma chance na proposta pós-revolucionária de Luis Amado, e criou o alternativo programa Guantanasmus, numa espécie de Novas Oportunidades estendida ao segmento do terrorismo internacional, tentando igualmente marcar pontos para ser o Toino Blair de Obama. Não perdendo tempo, mandou a dupla Amado e Anita Gomes para o aeroporto entrevistar os prisioneiros alegadamente alqaedeanos aquando da sua entrada no país, e assim aferir em directo e a cores das suas capacidades de colocação. (foto fanadex do Público, fonte desconhecida, manifestação em Paris, suponho) Amado – Então diga-me qual a sua graça, cavalheiro alegadamente bombista. Prisioneiro – Razia el-Tuinetauer, um seu criado, ex-fervedor de água para chás em Istambul. Amado – Interessante; quais foram então as experiências que mais o traumatizaram na abominável prisão das Caraíbas? Prision...

gogol moments

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A melhor coisa para se ter memória é dum cheiro. Melhor que música, melhor que palavras, melhor que fintas do maradona, melhor que festas no cabelo. Um cheirinho, um cheirão, um odor penetrante, essa filh’da puta de sensação que nos impregna o ser até ao tutano, passando por todo o lado sem pedir licença nem deixar cartão de visita. Daí que seja tão bom cheirá-lo de vez em quando sem ser com a memória, cheirá-lo de nariz mesmo, fazer loopings d'olhinhos, recarregar a alma dessa coisa que depois – já se sabe - nos vai perseguir como um rinoceronte insolente a fazer estremecer as entranhas. Se me roubarem esse cheirinho vou ter com o Criador e peço-lhe explicações. Por enquanto passeio-me por dentro, mostrando-lhe os melhores recantos, os sítios onde quero que esse cabrãozito fique sossegadinho à espera de que eu o chame quando mais precisar. (fotografia gamada em joyceimages.com)

Feno Prof

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Qualquer cidadão normal, enquadrado num, soi-disant, agregado funcional estável (unidade sociológica que se caracteriza por não satisfazer os critérios necessários para alimentar uma reportagem da TVI), quando olha para o Estado reconhece-lhe três missões primordiais: aturarem-lhe os filhos, removerem-lhe o lixo, caparem os pedófilos. Quando a mãe natureza nos induziu à procriação e consequente ilusória perpetuação da espécie, (esteja ela em progressão, regressão ou mero encavalitamento com as outras) subentendeu que em paralelo existiria uma curiosa sub-espécie denominada de professores, e que se encarregaria de aliviar os casais-copuladores-de-esperma-e-óvulo da parte mais maçadora da sobrevivência da dita espécie: educá-la. O tal de professor deveria assim ser respeitado e mantido numa reserva ecológica, bem nutrido, desinfectado, sexualmente saciado, e com formação específica nas áreas dos agentes alucinogénios, anestesiantes, enfardamento de palha e manipuladores de consciência e...

the man, by goya

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Bailoutame mucho

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Considerando que a mera soletragem de BPP já dá ares de cuspidela de pêlo púbico (pêlo de cona, como se diria na literatura moderna), considerando que dizer mal de Maria de Lurdes seria dos poucos assuntos que ainda manteria Mario Lino acordado, – juntamente com o sorriso de Mariano Gago – e considerando que há vários ministros de que já ninguém sabe o nome a não ser que inaugurem salas de desfibrilação no museu berardo, considerando isto tudo por atacado ou separado, julgo que actualmente os conselhos de ministros se devem resumir a sequelas de sketches humorísticos. Sócrates gesticula com a mãozinha a fazer pose de cancela de passagem de nível, Pinho faz de Paulo Bento recomendando pia e epidurálica tranquilidade aos agentes económicos, e um outro qualquer avia um ‘vai mas é trabalhar’ ao Pinto Ribeiro, articulando aquela fala de boca a mastigar ranho de urso pardo, enquanto o Luis Amado (haja quem) sibila com o seu ar diplomaticamente enjoado o já canónico 'não havia necessidad...

Vista de perto, toda a gente é monotonamente diversa

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(frase de F. Pessoa, no 'Livro do Desassossego' , nº83; imagem de ' Hunger ')

teleologias alternativas

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O medo intermédio

Cedo o homem começou a torcer o nariz aos deuses que a sua imaginação concomitantemente forjara. O medo e a sua prima incerteza começaram a ser variáveis com muitos matizes, e as explicações decorativas sobre o funcionamento do mundo foram aparecendo a bom ritmo; inventou-se o cepticismo, o optimismo e a vaselina. A dado momento foi necessário introduzir na equação o, tão sofisticado quanto básico, problema da finalidade. Depois de algumas noites mais mal dormidas e de outras tantas fodas mal dadas o homem concluiu que a dita finalidade não lhe ajudava de forma conclusiva à equação, mas atribuiu-lhe, pelo sim pelo não, um papel contabilisticamente honroso, se bem que fora do balanço. Ficou então destinado que apenas sobreviveriam às crises e aos malogros da espécie: o grupo dos compulsivamente progressistas e de credulidade infinita, - que em geral atraía os espécimes com aparência de maior generosidade - e o grupo dos estruturalmente conservadores e de desconfiança olimpica, -que em g...

Não nos afastemos da fotografia tipo passe

O homem cedo descobriu que tinha de fazer pela vida. Mas imediatamente se deu também conta de que os problemas iam surgindo tanto de dentro como de fora. Com progressiva estranheza constatou que os problemas que se originavam no seu interior eram mais perturbadores que as adversidades externas. Cada vez mais incomodado consigo mesmo foi alimentando crescentes fantasias de si próprio - na arte, na ciência, na religião, na família, no espelho. O resultado está à vista: não temos tendência a ficar bem em fotografia nenhuma, focamos mal e trememos constantemente com o tripé. Somos a prova viva de que entre um torneado lombo renascentista e uma repugnante víscera baconiana vai a distância duma pincelada mal dada. É absolutamente ilógico e bacoco pensar que não há Alguém a tomar conta da gente.

Misererenobispatia

Após a descoberta do pecado (Gen, 3, 6-7, por exemplo) rapidamente se formaram duas correntes: a fatalista e a oportunista; do pecado apenas poderiam então advir duas trágicas – e cómicas – consequências práticas: ou estávamos lixados porque ele nos transportava para uma condição de eternos condenados mendigando avulsamente perdão e remissão, ou lixados estávamos porque era na luta insana contra a tentação e a queda onde deveríamos encontrar a finalidade ad-hoc para a nossa vida; em comum a ambas: a distinta condição merdosa. Ora o homem ainda em estado primitivamente esclarecido e habituado às agruras da mãe natureza e respectivas pintelhices, ora inundação-ora seca, libertou-se deste espartilho criando regras criteriosamente definidas e ditadas no essencial pela fome, tesão e cagaço. Quando se deu conta de que apenas a primeira tinha uma solução duradoira e estável, doirou a pílula criando aquilo a que mais tarde se veio a chamar de cultura . Mas quando o pecado se viu rodeado por es...

E com este post inicia-se oficialmente a época misantrópica

O homem moderno é a pior construção do homem moderno. É um animal preso a debilidades psicológicas, desgostos de amor, manipulações mediáticas, procuras de identidade e adolescências. Foi incapaz de se realizar apenas com as fragilidades cósmicas do frio, do vento, e da chuva, incapaz de se limitar a procriar, alimentar-se e aquecer-se, incapaz de se satisfazer com mitos simples e duradoiros encontrados na mãe natureza; numa palavra: incapaz. Quis refinar o amor, fodeu-se; quis refinar a liberdade, fodeu-se; quis refinar a religião, fodeu-se; quis refinar o bem-estar, fodeu-se; quis refinar a consciência, fodeu-se. O homem moderno agora tem de crescer, tem de amar, tem de realizar-se, tem de respeitar a liberdade dos outros, tem de gerir os seus sonhos e as suas privações, tem então de fazer milhares e milhares de merdas sem saber ao certo o que significam, nem para o que servem. O homem tornou-se numa filigrana mais pesada que uma bigorna. Já não precisamos de precipícios para nos de...

a verdade inventa-se

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Banco Romeu e Caixa Julieta

Contra os conselhos da paternidade reguladora um private banking apaixonou-se por uma caixa de crédito agrícola. Namoraram vários anos às escondidas, fora do perímetro contabilístico, até que se expuseram em excesso aos mercados e tiveram de assumir a relação. Aproveitaram um veículo que tinha ficado adormecido depois de uma tomada de posição agressiva em cimenteiras do norte de África e fugiram levando apenas os trapinhos que tinham no balanço. Viveram períodos de paixão arrebatada, com pouco eram felizes, meia dúzia de clientes fiéis e algumas relações que não lhes exigiam alvará bastavam-lhes para cumprir diariamente o voto eterno de fidelidade em torno de um amor, um spread e uma cabana. Mas um dia o mal parado também lhes haveria de bater à porta e o romantismo da caixa de crédito começou a vacilar. Tinha sonhos de um dia também poder entrar para um ou outro Project finance, nem que fosse uma barragem, ou mesmo um projecto de rega gota a gota. Tudo coisas que um private banking nã...

Boas práticas & Equilíbrio sistémico

Penso que se conseguíssemos encontrar e condenar alguém que fosse banqueiro-pedófilo-presidente-de-clube-de-futebol-autarca arrumávamos os assuntos todos duma só penada e com menos despesa e maçada. Em Portugal a malandragem nunca leva a coisa completamente a sério e mantém sempre na sua vida zonas nebulosa, legal e irritantemente saudáveis, nichos de honestidade e bons costumes que em nada os dignificam, nem à nação que maternalmente os alberga. Inclusivamente a nova moda de branqueamemto de dentes, transformou, de forma obscena, os crimes de colarinho branco em crimes de canino branco. Não dignifica, repito. Depois de Pablo Escobar é muito mais difícil ser malandro. Todos me parecem escanzelados, todos me parecem de ejaculação rápida, todos me parecem maus de boca e, não raras vezes, já nos surgem com problemas cardio-vasculares. Ora quem não nasce com mãos de cozinheiro deveria ter mãos de justiceiro, e qualquer cidadão de tendências exemplares que se preze deveria, pelo menos uma v...

Danoninho country

Numa semana quase prendemos o oliveira e costa dos mirós, quase pusemos a pão e água o rendeiro das fortunas, quase extraditámos o vale e azevedo, quase limpámos a casa pia, quase reformámos o constâncio, quase reformámos a ferreira leite, os jogadores do estrela da amadora quase receberam os ordenados, os lagartos quase marcaram meia dúzia de golos com o Barcelona, e os professores quase que disseram que não se importavam de ser auto-avaliados. .

Easy Come Easy Stay

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Deus, ao contrário do que a piedade, o bom senso, e o temor me levariam a afirmar, é muito previsível. Ou seja, just after de eu ter definitiva e arrogantemente despachado o meu corrimento sobre a suposta melhor música que me acompanhara durante este ano que o calendário e o movimento de translação farão estrebuchar no trintaium-do-doze , é evidente que Ele me haveria de esfregar no trombil o verdadeiramente and truly melhor disco do ano. Nem esperou pelo Natal.

Sol na moleirinha em Novembro, Natal em Dezembro

No que concerne a balanceamentos de ano vou já despachar o musical; do que ouvi, designadamente, e do que não ouvi, mais consignadamente – pois quando não se está muito confiante deve-se trabalhar à consignação. Ora, e já para arrumar um dos departamentos técnicos mais controversos, o do melhor disco que não ouvi do ano, será o dos ‘Mercury Rev’, o corrector automático está sempre a corrigir para ‘ver’ em vez de ‘rev’ - tudo o que é automático é estúpido, já se sabe; os rapazes vêm cá este mês mas não os vou ver, perfiro, adoro e prefiro escrever perfiro, preservar (abençoado corrector automático que me está também sempre a salvar esta palavra) aquelas merdas a que chamam de a memória & imaginário, e o disco até tem pinta de ser bom no género fode-imaginários. O primeiro primeiro (o corrector aqui estrebuchou um pouco com a repetição) melhor disco que acompanhei do ano foi o dos ‘American Music Club’; inclusivamente gostei ! Ser bom não implica que se goste, reparem na subtil subti...

Cucurbitantemente

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Foi batido o record pessoal de 127 gramas, seguidos e bem mastigados, durante a audição dos 3. 47 minutos de ‘ As Long As I Can Hold My Breath’ de Harold Budd, do incontornável - tanto seja pela esquerda como pela direita - ‘ Avalon Sutra’ , do ano de tutauzand'for. .

the black cat tales

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‘Um fogo lento a trabalhar por dentro das árvores’

De tempos a tempos é também de muito bom-tom citar o ‘ dias felizes’ ; mas sem abusar: «Há uma cacofonia no ar. A palavra (…) perde-se e as imagens empobrecem» «Arqueólogos israelitas descobriram um texto em hebraico com 3000 anos. Se a notícia está correcta, “julgar”, “escravo” e “rei" foram as primeiras palavras decifradas» «O Princípio da Incerteza começa numa capela. As capelas são mais secretas do que as igrejas, não têm o fausto dourado, e ao silêncio juntam um certo abandono — parecem casas de arrecadação velhas, talvez o sejam, em parte.» .

Dabliu.

Estranhei imenso não ver por aí citado o artigo de Rui Ramos no Público de anteontem. Esperei, esperei, mas nada. E foi uma prosa shaken, not stirred , que merece uma repescagem: «vão chegar ao fim oito anos de simplicidade, um tempo em que todos os problemas do mundo tiveram apenas um nome: George W. Bush» «O ódio ao presidente americano foi a mais próspera indústria intelectual do planeta» «Há que admitir: não é fácil imaginar alguém mais adequado para o papel de bode expiatório universal» «os problemas que forçaram Clinton e Bush a ser quem foram não acabaram com as presidências deles. Em breve, teremos de lhes dar outro nome» .

agora que o MEC voltou à estrada

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reparem neste Quino em 1977, no 'Homens de Bolso'

but

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Ana Cardia

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Magaglianes

«(...) lui, come bon pastore, non volse abbandonare lo suo gregge (…) Spero in Vostra signoria illustrissima [che] la fama di uno sì generoso capitano non debba essere estinta ne li tempi nostri . Fra le altre virtù, che erano in lui, era lo più costante in una grandissima fortuna che mai alcuno altro fosse al mondo: sopportava la fame più che tutti gli altri, e più giustamente che uomo fosse al mondo carteava e navigava, e, se questo fu il vero, se vede apertamente, niuno altro avere avuto tanto ingegno nè ardire di saper dare una volta al mondo come già quasi lui aveva dato. Questa battaglia fu fatta al sabato ventisette de aprile 1521 (il capitano la volse fare in sabato, perchè era lo giorno suo devoto), ne la quale foreno morti con lui otto de li nostri e quattro Indii, fatti cristiani, da le bombarde de li battelli, che erano dappoi venuti per aiutarne; e de li nemici se non quindici, ma molti de noi feriti» in ‘ Relazione del primo viaggio intorno al mondo ’, do italiano Antoni...

T.P.C.

O mainstream de turno tem sido bastante injusto com a epopeia neomagalhânica do nosso Sócrates. Não só penso que ele esteve bastante bem na divulgação do seu produto, - certo no timing, no tom, e na metonímia - como colocou o mito no ponto de rebuçado, ou seja, com a pitada de ridículo e a pitada de no sense no registo certo, tal como deixou em aberto uma nova revolução lexical que eu hoje pretenderia destacar. Se atentarmos bem em todo o potencial ero-gramatical que o presente do indicativo do verbo 'magalhar' já revela (eu magalho, tu magalhas, ele magalha, nós magalhamos, vós Magalhães, eles magalham) não será de estranhar que o Dicionário não ilustrado – ‘pensando no produto com maior extensão’, nas entradas 1261 a 1271 - agora se debruce sobre a nova terminologia do Portugal pós revolução magalhânica, o verdadeiro copérnico da nossa modernidade léxica. ‘já te magalhava toda’ – expressão de natureza viril que expõe toda a propensão masculina para fazer realçar na mulher a...

Catecismo para sex-simbols

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A maior obra da humanidade é a Teologia Cristã. Assim, a maior prova que um homem tem para a sua vida é saber confrontar-se com ela, a Teologia Cristã, sem se arrepiar, nem ganhar erupções cutâneas, nem se enfadar, nem abusar dos salgadinhos. No fundo, deve enfrentá-la tal como as pernas duma mulher enfrentam a descida dumas escadas rolantes avariadas: com pose vaporosa, hesitante mas vigorosa, e sabendo que o risco de se estatelar é igual ao risco de deslumbrar; a sua verdadeira prova de fogo. Todos sabemos que Deus está presente nos ambientes mais diversos, desde a majestosa cúpula duma catedral de gótico rendilhado até à mais recôndita sala onde se façam colonoscopias sem anestesia, no entanto, estou em crer que Deus aproveitou a primeira refeição com piri-piri dum qualquer neantherdalio para se insinuar na sua alma entre os espasmos duma primeira hemorroidal assanhada; ou seja, os primórdios da Teologia Cristã fundamentam-se num ardor que o homem sente mas para o qual não encontra ...

Luna Park

«Todos os políticos estão de acordo que se os povos estivessem demasiado à vontade seria impossível contê-los dentro das regras do seu dever. (…) É preciso compará-los às mulas, as quais, estando acostumadas à carga, se estragam mais com um longo repouso do que com o trabalho. (…) Mas há um certo ponto que não pode ser ultrapassado sem injustiça: o senso comum ensina que deve haver proporção entre o fardo e as forças que o suportam. (…) (Assim) os soberanos devem, tanto quanto possível, valer-se antes da abundância dos ricos do que sangrar extraordinariamente os pobres» Cardeal de Richelieu, ‘ Testament Politique’ , tradução portuguesa da ed. ‘Temas & Debates’, 2008, pags 189/190.

Resumo de Compulsões de Compensação & Transferência; para memória futura

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Quino, ' Não me grites ' 0,250 kg diários de pevides do pingo doce ‘ September of My Years’ , Frank Sinatra Nºs de Maio a Novembro, por atacado, da ‘ The World of Interiors’ ‘ Uncut’ especial Pink Floyd (insistência em Meddley ) Cópia manuscrita de textos de John Locke Mercury Rev Canja feita com meios frangos do Modelo e estrelinhas marca branca Biografias e escritos avulsos de Richelieu 3 cx de Montecristos Coetzee, Byatt, Némirovsky, Gray Gelado de Baunilha (qualquer marca serviu) História, Geografia e Costumes da Bretanha Kurt Weill por Ute Lemper Vinho semi-carrascão de Aveiras de Cima Literatura variada sobre o dogma e mistério da Santíssima Trindade gráficos em econompicdata.blogspot.com

Luna Park

'Nought loves another as itself, Nor venerates another so, Nor is it possible to Thought A greater than itself to know: William Blake, W. (1956). «A Little Boy Lost», XX. In Songs of Innocence and of Experience - Showing the Two Contrary States of the Human Soul . London: Methuen & Co. Ltd. (p. 36, excerto)

message in a bottle

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«Homens de bolso», Quino, 1977 (adaptado)

Do you prefer a V shape, or a U shape?

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[Indice Sophie & Julliette] Os índices das bolsas sentem-se maltratados e diminuídos no seu bom-nome. Nos últimos tempos têm falado deles sem qualquer respeito, esquecendo-se da pessoa que está por detrás do índice. Um índice de bolsa tem sentimentos, por detrás dum indice não está apenas um número; tem direito à sua intimidade, têm inclusivamente direito a viver sem inibições a sua opção sexual, e a exigir do Estado uma protecção sem discriminações de qualquer índole. Foi assim então que os principais índices de bolsa também se reuniram de emergência numa cimeira que ficou marcada pela grande abertura de espírito e pela franca troca de ideias. Dona Pessivinte foi a anfitriã, Dona Pessivinte – Companheiros e companheiras, esta é uma hora em que devemos estar todos unidos, devemos concentrar-nos naquilo que nos é comum e desvalorizarmos as divergências. Guerra ao estruturado, guerra ao alavancado, guerra ao colateral, ninguém a respirar pela boca, tudo a respirar pela fossa nasal. H...

Bailoutem-me, mas com jeitinho

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Quino, em 'Gente', no longínquo (!) 1978

João Maria Gustavo

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Como é óbvio e saudável nunca repousei a minha santa vista em qualquer encarrilamento de letras produzido por esse novel-nobel apelidado de Le Clézio. Mas um nome daqueles pedia uma dignidade desse porte, convenhamos; se bem que me pareça, desde logo, um nome bastante mais apropriado para um Nobel da Química, onde tem havido um certo descuido onomástico; afigura-se-me mesmo um desperdício gastar um nome assim tão cientificamente griffável num Nobel que já serviria bem com um simples Smith ou mesmo um Antunes. Perde-se assim a oportunidade de vir a denominar Le Clézio a uma estrutura molecular, ou mesmo a uma vacina para a queda do cabelo; nem sei bem porque é que me lembrei da queda de cabelo. Mas a mulher chama-se Jemia; com jota, atenção. Já não me parece tão fino. Apresento-vos então a curva Roth-Delilo: -25% em 9 dias. Sacado em bespokeinvest.typepad.com
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dum tal de Larry Wright, do The Detroit News, e gamado em cagle.com. O plano nacional de leitura deveria passar a incluir a nova colecção do porquinho. 'O Porquinho desvalorizado', 'O Porquinho descapitalizado', 'O Porquinho no crash', 'O Porquinho insolvente', 'O Porquinho no Bailout', 'O Porquinho intervencionado', 'O Porquinho falido' e o 'Porquinho na bancarrota'.

Subprime Neighbourhood

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Para desanuviar dos gráficos deixo agora aqui um singelo fluxograma da crise, (que até podia dar inclusive para fazer uma bela tshirt) explicando como, em dois anos, se pode passar de 600 biliões de hipotecas de merda, a carradas de triliões de merda sem hipoteca. No fundo, o graveto do bailout , que hoje não cabe na cova do dente da bolha, há coisa de dois anitos dava e sobejava para comprar e oferecer as casas todas ao pessoal do Bairro do Subprime (Apanha-se em http://www.thedeal.com/newsweekly/features/chain-of-fools.php ) Como quem não quer a coisa, o dicionário não ilustrado vai fazer uma visita guiada à nouvelle cuisine mais velha do mundo. (entradas 1251 a 1260 ) Segmentation – Sofisticada operação que visa chamar os bois pelos nomes sem os ofender muito Securitizing – Técnica de arrebanhamento que põe as ovelhas a confraternizar com os lobos maus sem dar cavaco ao pastor Leveraging – Preparação de pezinhos de coentrada sem coentros e nem pezinhos Asset Backing – Técnica d...

Yahoo

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Os momentos de volatilidade, crise & ignorância são os que produzem os melhores gráficos. O mundo, irritado com as derivadas em regime de monótona previsibilidade, revolta-se e quer-se descrito de forma mais criativa, Decartes não passou frio e outras privações pélvicas para desperdiçarmos a sua criatividade com grafiquetas fatelas, tanto mais que, ainda por cima, bastam duas variáveis para se montar uma festa. Aqui, por exemplo, num gráfico em condições gamado em econompicdata.blogspot.com mostra-se que quando o famoso índice de volatilidade VIX (CBOE Volatility Index) atingiu valores elevados, quase sempre se seguiram meses de alta valorização. Ora ele apresenta neste momento um valor record bem acima dos 50 (!) ( às 11.00 AM de NY ); estamos, pois, num ano Olímpico. Caso para o dicionário não ilustrado se voltar a pronunciar. (entradas 1243 a 1250) Acaso – Designação físico-filosófica duma merda que ora nos sodomiza ora nos lubrifica Incerteza – Designação corrente para uma mer...

«J'ai mangé mon rayon de miel, j'ai bu mon vin et mon lait»

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František Kupka (1905-1909). Étude pour le Cantique des cantiques (pormenor). Lápis, tinta e aguarela s/b vélin de Arches, 32,5 x 25 cm. Paris: Musée d'art et d'histoire du Judaïsme .

Capricho Palavroso e Temático

O mundo dos blongas tem-se divido entre os que procuram as melhores frases para a antecâmara do escatológico crash e os que procuram uma boa fotografia do Paul Newman. No fundo, todos a procurarem as melhores metáforas para o fim do mundo, fazendo desabrochar o lado de manueles pinhos que todos temos dentro de nós. Ora neste enquadramento, Sócrates, engenheiro requalificado em vendedor de informática para o mercado da América Latina , disponibilizou o seu revolucionário programa das ‘Novas Oportunidades’ a todos os Estados Modernos que estejam numa crise vocacional e que queiram reencontrar o seu caminho nestes tempos turbulentos onde até o Blair vive de cobrar almoços. De forma sintética, o dicionário não ilustrado apresenta o cardápio curricular mais clássico para Estados em redefinição de carreira: Estado Regulador – geralmente é uma boa carreira para qualquer Estado que tenha alguns estudos, mas que não tenha dinheiro de família para arrancar com um negócio por conta própria Estad...

Post Estruturado com capital e link garantido, e com rendimento e feeds indexados à taxa de crescimento do PIB na Somália

O conflito entre a bailout e o short selling levam a um regresso tímido do dicionário não ilustrado , com as suas entradas swapadas nos números 3 biliões 1.228 a 3 biliões 1.235 (agora com números abaixo dos 3 bi, ninguém liga nenhuma). Efeito Dominó – Movimento de registo horizontal que resulta na queda de várias peças, numa sequência envolvente e vistosa, e eventualmente sinuosa, simulando o quanto o mundo tem simultaneamente de tectónico e de lúdico. Efeito Bolha – Um dos mais clássicos mecanismos de crise que aproveita toda a hidraulicidade da Criação e nos lembra, numa alternativa ginecológica à metáfora da cinza quaresmal, que: duma bolha saímos e numa bolha nos iremos esvair. Efeito Bola de Neve – Movimento que enfatiza o lado feminino do Planeta, recordando-nos que apesar do recente, e praticamente inquestionável, aquecimento global, nunca saímos da idade do gelo. Efeito Espiral – É o design industrial aplicado aos grandes movimentos de crise, e permite que um crash possa ser c...