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A mostrar mensagens de novembro, 2005
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carrée
Y ahora umas entradas levezinhas, sans peur de estar cara a cara avec la realité, mas just in case, e para não deixar dúvidas, calling the oxes by the names. O dicionário não ilustrado nas entradas 1132 a 1140. Proibição de Padres maricas – Todos poderão discutir a escolha, da mesma maneira que eu hoje teimava em chamar raineta a um pêro golden. O supermercado das reclamações está sempre aberto mas felizmente o código de barras tem dono. Autobiografia da Mª de Filomena Mónica – (Retirado o ligeiro pormenor de não ter lido e de ter prometido à minha mãe que não lia) acho que seria sempre um mero aperitivo para as memórias da Fátinha Felgueiras Beijinhos lésbicos no recreio – Manifestação de carinho em que a inocência faz de língua, a pouca-vergonha faz de lábio, e a modernidade libertário-hipócrita anda de mão dada com o puritanismo. Cócegas opcionais. Crucifixos nas escolas – Apesar de Deus nosso Senhor ter dito ao bom ladrão para deixar de catrapiscar o calendário da Pirelli mesmo ...
Fusionblog «Bom. Concentrai-vos e fazei mas é o que tendes a fazer, sem ondas. O resto eu controlo daqui. Remotamente. Sim, com tudo o que o advérbio implica » (*) e olhando para a pantalla resignadamente mas procurando aguentar-me «tendo a risibilidade como fio condutor»(**). (*) blogame mucho (**) frenchkissin
O conto dos achocolatamentos desviantes Sonhava-se o Ferrero roché a viver embrulhado num papel dourado, sendo fantasia por fora e doce avelanado e crocante por dentro, com baronesas a suspirarem afrontadamente por ele, mordomos a transportarem-no numa bandeja, qual andor de prazer, e vivendo resguardado numa caixa climatizada de raiz de nogueira lacada e forrada a cetim, fazendo duma travessinha Cantão o seu boudoir; tanto servia para se derreter aos poucos como para ser trincado aos repelões, e mostrava-se irrecuperavelmente sensível aos caprichos da translação do planeta e da camada de ozono. Por outro lado o Mon chéri sentia-se um turbilhão de cereja por dentro, sentia que tinha poros a menos e demasiada ternura emulsionada para sair, era um magma de sensibilidade reprimida, imaginava-se pólen e queria ir abanar pralinadamente o seu cacau ao vento, não valorizava a companhia sedutora das trufas e estremecia deslumbrada e inesperadamente com a presença do pau de canela. Sentiam-se a...
Romaria à Senhora da Sufrágica Consolação Editorial break: isto-é-mas-é o verdadeiro blog político Como julgo ser de todos sabido nada de marcante na vida recente da sociedade portuguesa se deve a algo que algum Presidente da República tenha feito, dito, pensado, insinuado, elocubrado, recalcado, suspirado, sacudido o rabo, sublimado, rangido os dentes, ululado, piviado, ou qualquer outro movimento mais ou menos kamasutrico. Mas de certa forma acho isto um misto de injustiça, ignorância e falta de sensibilidade, e assim deixo aqui também uma dúzia dos momentos mais marcantes da presidência da república portuguesa nos últimos 25 anos; no fundo poderá alguém querer fazer daqui a uns tempos um congresso chamado ‘Portugal, que passado’. 1º - Discurso de Sampaio no 5 de Outubro de aqui há cinco anos que permitiu adormecer o meu filho mai novo depois duma birra que já se arrastava desde o 28 de Setembro - (no entanto cheguei a temer o pior com um ronco despropositado dum senhor fardado da 5ª...
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É um cansaço, honroso embora, ser musa.
contradanças "E tudo [ cof cof ] que eu [ agora ] posso te dar / É solidão [ nem por isso ] com vista pro mar [ rio, sff ] / Ou outra coisa [ pastéis de Belém? ] prá lembrar [ é a idade, filho ] // Se você quiser [ se não? dá no mesmo ] eu posso tentar [ quer dizer... ] mas / Eu não sei dançar [ o problema é o inverso ] / Tão devagar [ ou isso ] prá te acompanhar [ pois... ]" Marina Lima, "Não sei dançar" (2003)
Maria, ( sim, agora dirijo-me directamente a si, e em serpentina, para não me poder agarrar ) Nos primórdios da psicanálise Freud escrevia que a «consciência de hamlet (outra vez este gajo) é a sua sensação inconsciente de culpa». Inaugurava-se assim aos poucos aquilo que G. Steiner chamaria de «metáforas controladoras», referindo-se aos mitos em oposição às «metáforas paralelas do pecado» que seriam estruturantes para as visões teológicas. Ora a ‘confissão’ nasce essencialmente no seio dum processo reconciliatório, longe de ‘sensações inconscientes’ sejam elas do que forem, e antes a responder aos apelos de união com Deus que sentem as almas que dalguma forma o reconhecem. A ‘forma’ actual do sacramento até é tardia – trazida para a europa ocidental por missionários irlandeses, julgo – mas não desvirtua o essencial da religião, ou religiosidade se quisermos adverbiar a conversa, que é ligar e converter (a par da dimensão vocacional). O mecanismo/método/doutrina/literatura/mitologia/en...
"Passando-lhes pelo estrado" 6. Síntese Confessamos que estamos a chegar desalentados e fatigados ao fim deste estudo, verificamos afinal que o homem é um mero lubrificante, é um mero encerador de estrados em pavimento flutuante, um betume que tem sempre de estar à cor senão vai destoar com a madeira, e por isso está cientificamente provado que há muitos que trocam essa merda toda por um ladrilho brilhante, às cores, e onde depois se possa passar com um pano e, desde que não se escorregue, já está.
reflexos e actos fal(h)ados “Seria errado supôr uma oposição onde existe uma relação de cooperação” (*) Numa conferência de 1893 Freud aborda a etiologia da histeria expondo pela primeira vez a noção de afecto como um dos elementos que liga alma e corpo, ou seja, as componentes psíquica e física do ser humano. Mais tarde, e ainda sobre a histeria, concluirá existirem três modalidades gerais através das quais se processará o aliviar da excitação na sequência do processo traumático na base da sua génese: o movimento, a fala e a associação. Em 1891 é publicada a que muitos investigadores consideram ser a primeira verdadeira obra teórica de Freud (**) em que se clarifica alguma da relação entre a histeria e o uso das palavras e onde se encontra, de forma simples e clara, explicação para alguns mistérios quase insondáveis da natureza humana em geral (e da blogueira em particular): "há casos em que os afásicos sensoriais não dizem nem sequer uma palavra compreensível mas desbobinam síla...
E agora um pavesezinho mal passado em molho de cioran, servido com um montaignezinho a cavalo. As senecazinhas fritas acabaram por amolecer um bocado. «Amiúde se me tem afigurado que mesmo os bons autores erram ao obstinarem-se a conceberem-nos como um todo coerente e constante». Na verdade essa polifonia da nossa condição perpassa-nos a existência, e alguns encontram o «segredo da adaptação à vida mudando de desespero como de camisa», enquanto outros admitem que «não nos libertamos de uma coisa evitando-a mas só passando através dela». Dá mesmo a ideia que «só somos desgraçados por culpa própria». Constato que para viver decentemente basta lutar contra a supersticiosidade da alma, sabendo simultaneamente abraçar a sua iluminada e intrigante transcendência e a sua apaziguadora e perturbadora imanência. Em suma: um grande foda-se (senão nem aqueles gajos vendiam livros nem o padre borga escrevia canções). Espero que tenham degustado.
apontamentos de fenomenologia ( ou da hermenêutica em versão so-letra-da ) Na língua de Camões - a quem Eugénio de Andrade atribuía a dádiva de "(um) aprumo de vime branco, (um) juvenil ressoar de abelhas, (uma) graça súbita e felina, (uma) modulação de vagas sucessivas e altas, (um) mel corrosivo da melancolia" - pode dizer-se "um burro não é um cavalo", em alternativa a dicionários especializados na arte vanguardista da fusão entre a epistemologia do cromo de futebol, a gnoseologia da centerfold da playboy e a semiótica do postal natalício dos ctt.
O conceito ‘candidato esfinge’ abriu todo um leque de possibilidades epistemológicas para a ciência política. O dicionário não ilustrado jamais poderia ficar alheio a esta nova perspectiva e esboça novos enlaces nas entradas 1123 a 1131 Candidato pirâmide – Tipo de candidato especialmente indicado para guardar as múmias do regime Candidato vitral – Tipo de candidato que faz muito melhor efeito se tiver alguém a iluminá-lo por trás Candidato menir – Candidato com real peso específico na sociedade civil Candidato Jardim Suspenso – Tipo de candidato que tem as suas raízes num país em que o pessoal já esteja pelos cabelos Candidato Altamira – Tipo de candidato que em poucos traços pode transformar um país que esteja na fossa num paraíso etnográfico Candidato Taj-Mahalianio – Tipo de candidato que governará com a magnanimidade de quem está a celebrar um grande amor Candidato Pompeia – Tipo de candidato feito para renascer das cinzas Candidato Acrópole – Tipo de candidato especializado no t...
"Passando-lhes pelo estrado" 5.3. Factores aleatórios Teremos de saltar as 'festas com as costas da mão' porque o Patriarcado acabou de ameaçar não distribuir esta merda nos retiros do "verbo divino" e acabaremos por nos concentrar finalmente no 'dedilhar'. Antes de mais tem de ficar bem claro que todas as perversões relacionadas com a algema de dedos estão vedadas a este estudo, e que todos os trabalhos de campo se efectuaram após o devido aquecimento dos referidos dedos em reuniões de conselhos pedagógicos (ou como é que se chamam essas coisas em que gajas quarentonas vestidas de turcas se juntam para suspirar por homens belos, apolíneos e de gravata à espera de ser tirada e que lá não se encontram, obviamente). Feito este prévio esclarecimento, não podemos fugir à evidência de que onde há um dedo terá de haver ou uma luva, ou uma tecla, ou um buraco. Ora este estudo não arranjou verba para o piano, já chegou atrasado à secção de marroquinaria e po...
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dragon matters
‘We must say of Freud: after him there is only commentary’ (*) Ao ler Clara F.Alves no Expresso a escrever isto « numa conversa que tive uma vez com George Steiner, queixava-se ele de que a literatura, e o romance como grande arte, tinha deixado de focar e tocar a história do mundo para a poder organizar com a imaginação» lembrei-me logo daquela vez em que eu e o Freud fomos comer uns caracóis ali à Rua da Esperança e em que ele espantado e intrigado por eu não usar os palitos chupando directa e deliciadamente os caracóis da casca, acabou por me dizer à laia de desabafo científico: é por estas e por outras que eu concluo que tive uma infância infeliz e não soube aproveitar devidamente o processo amamentativo ao estar sempre a pensar em como por os palitos ao meu pai. (*) in ‘Where shall wisdom be found’ de H. Bloom, pag 240, ed. da Penguin group
Misoginias alternativas Quando lia a pré-publicação das cartas de amor em tempo de guerra de António Lobo Antunes, encontrei, pressenti, lá - muito mais que as saudades de um futuro escritor enamorado – uma mulher que sabia deixar-se amar.
Vá Anybal pega no cavaquinho e nessa voz suja e surpreende-nos «After saying that the words are the important thing, Dylan then proceeds to caress the melody, first on harmonica and then with his voice, until the song sounds less a political anthem and more like a lover’s question» in texto que acompanha o cd ‘Bob Dylan – no direction home: the sound track' a propósito da versão de ‘Blowin’ in the wind’ que é apresentada no filme de Scorcese.
"Passando-lhes pelo estrado" 5.2. Variáveis dependentes Temos de confessar agora que nutrimos pelo movimento sobre o qual nos iremos debruçar de seguida um carinho especial; trata-se da 'roçadela de polegar'. As combinações de estrado escolhidas são 1) o percurso braço-ombro-costas-rabo, que será uma carreira expresso temos de reconhecer, e 2) a zona traseira da coxa desde a dobra do joelho (ai que arrepio) até à sempre recorrente e omnipresente nádega esquerda (a nádega direita foi poupada ao estupro científico e foi oferecida em fermol aos artistas plásticos); aqui a velocidade e a intensidade são absolutamente determinantes, nelas se joga todo o sucesso do fraseado mímico-erótico do polegar; e crucial: a mulher tem de sentir que o olhar do homem está a acompanhar o movimento, é verdade, momentos ouve em que algumas desabafaram 'mas olha lá e tu estás a olhar para onde' quando se apercebiam que o polegar estava nas costas dela mas o resto estava virado para ...
o drama (ou a prodigiosa questão) Who’s there? [W. Shakespeare, Hamlet] Numa das suas obras sobre o real, Clément Rosset (*) chama a atenção para a faculdade humana e quase mágica de oferecer resistência à informação externa não conforme com a expectativa e o desejo, de usar o livre arbítrio e ignorá-la se necessário fôr e mesmo de se lhe opôr, enquanto realidade, através da recusa da percepção com vista ao encerramento da controvérsia e do debate. O sucesso reside, por conseguinte, no paradoxo que é usar cabeça, olhos ou ouvidos para não entender, ver ou ouvir. (*) Rosset, C. (1988). Le principe de cruauté . Paris: Éd. Minuit.
Moon again (e conforme prometido) Hamlet - Em verdade, ser grande Não é agitar-se sem argumento válido, Mas encontrar com grandeza motivo de querela numa palha Quando a honra está em jogo (…) Ah que doravante meus pensamentos Sejam feitos de nada ou sejam sangrentos Pag 183, da ed. bilingue da Lello, com tradução da Sophia de M.B.
tip / quiz 1. Jerónimo acusa Cavaco de «gerir silêncios» [TSF] 2. Iago (avvicinandosi molto ad Otello e sottovoce): Temete, signor, la gelosia! / È un'idra fosca, livida, cieca, / col suo veleno / sè stessa attosca, / vivida piaga le squarcia il seno. [Otello, 2º acto] Com quantos (az)Iagos nos fará a vida cruzar?
Back to earth Talvez vote cavaco, sim talvez vote cavaco. Não estou a ver bem porquê, mas talvez vote cavaco. Aliás mais ou menos sei, a alternativa seria um poeta do terceiro mundo ou um tipo que pode ficar gagá a todo o momento; todos podemos aliás. Mas parece-me pouco, parece-me uma coisa feita assim com pouca honra, não sei ( é pá agora vinha mesmo a calhar uma outra do Hamlet de que me lembrei, mas não sei de cor, no próximo post acrescento à laia de bónus) mas realmente o que me espanta é o entusiasmo todo em torno de cavaco – incluindo alegorias com mais ou menos citroen, mais ou menos bolo-rei. É que me fica sempre esta questão entalada: mas o Cavaco, prof Cavaco como lhe chamam – o que daria umas boas rimas mas o poeta anda distraído com o hip hop - ao certo ao certo poderá fazer o quê? Sim, o quê? Convence os chineses a comprarem as ilhas selvagens para plataforma logística, convence os sindicatos alemães a deixarem fazer cá os carros todos, obriga os esturjões a virem desova...
Presidenciais alternativas ou do culto da personalidade entre duas cavadelas de adubo Hamlet – (...) Um rei gordo e um pedinte magro nada são senão iguarias variadas: dois pratos, mas para uma só mesa Rei – Ai de nós! Hamlet – Um homem pode pescar com um verme que comeu um rei, e comer um peixe que jantou esse verme Rei – Que queres tu dizer com isso? Hamlet – Nada. Só mostrar-te que um rei pode desfilar através das tripas de um mendigo E face a poetas, a comunas, a economistas ou a republicanos profissionais fico com um certo desencanto – mas não melancólico, valha-me isso – por não se encontrar aquilo que H. Bloom dizia no ‘Cânone Ocidental’ sobre Hamlet : um «livre artista de si mesmo», alguém que «dissolvesse as demarcações entre as ordens da natureza e do jogo». Mas eu já desço à terra. Dá muito trabalho ser terra à terra, é coisa de agricultor.
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porque "um z é um s com mais relevé nas curvas"
Mi casa es tu casa Quando Deus se revelou na sua versão literária-exegética – porque obviamente também se revela constantemente naquilo que se convencionou chamar ‘coração de cada um’ – sempre deu a entender que existiria uma ‘casa do Pai’. Esta toponimização aplicada à transcendência pode aparentar ser uma abébia metafórica de Jesus para que nós apanhássemos - e nos aconchegássemos - melhor as ideias de salvação, de vida eterna, de céu, de paraíso. Mas eu cá topei-o bem: não há Deus sem sítio, não há amor sem lar. Não há religião sem fios, não há alma sem pele.
su casa es mi casa Deve ser o ex-libris em versão pós-moderna de quem descobre ter acesso gratuito a quatro diferentes fornecedores de serviços de internet por obra e graça do altruísmo do sistema wireless da vizinhança.
"Passando-lhes pelo estrado" 5. Materiais e procedimentos (ou metodologia) Escolhemos como metodologia um sistema de base matricial: uma 'técnica' para 'duas zonas'; a variável 'velocidade' será introduzida sempre que se considerar pertinente. Procuraremos não sucumbir ao mero efeito estético e por isso ficam afastadas, por exemplo, as combinações 'roçar de polegar' /'mamas' e 'dedilhar'/'costas' (esta últimas têm inclusivamente tratamento autónomo nos estudos sobre drenagens linfáticas, pois as investigações de campo fizeram ressaltar algumas incomodativas respostas do género "as gajas querem mas é massagens à borla"). Evoluamos pois. 5.1. Variáveis independentes Para o originalíssimo movimento denominado 'apalpar' escolhemos as combinações pouco óbvias com a zona 'entre-pernas-vindo-de-baixo', e com a zona 'colina-ascendente-da-nádega-esquerda-vindo-de-poente'; como adereço epistemológ...
quase nada Quando tudo o que resta de uma história banal sobre cleptocracia, apadrinhada pelo concluio silencioso do nosso mundo de palhaços ricos, é uma alegria desamparada nos olhos das crianças que Deus parece ter esquecido.
Quase filosofia A questão que realmente me assola a mente neste momento nem são os mandatários da juventude, nem o sexo criminoso antes dos 18, nem a falta que sinto do peseiro, reparem bem: é a questão dos ‘porta-vozes’. Todos sabemos que a vida seria bem mais difícil sem porta-chaves, nem sei o que faríamos sem porta-bagagens, sem porta-estandartes já se aguentaria melhor mas em todo caso também é bem vindo, o porta-luvas será um caso de duvidosa utilidade e há mesmo quem tenha com ele uma relação difícil, mas também lhe encontro potencialidades para esconder restos de bolachas oreos, o porta-Portas agora está um bocado em baixo com aquele rapaz o Ribeiro-que-ventila-Castro (uma espécie de Nuno Cardoso da direita) mas o rapaz das feiras voltará certamente um dia, quando o Cavaco estiver no intervalo entre uma fatia de bolo rei e uma condecoração ao Saramago, estou-me a desviar – e afinal não tive nenhum sonho marado, volta Freud estás perdoado – mas critica crítica é aquela situação ...
quase religião (porque "o pecado, esse já se sabe, está na carne". ou na influenza das aves) descongelam-se no micro-ondas; envolvem-se no pó de uma sopa instantânea de marisco para ficarem a parecer panados sem o serem (o rigor não interessa nada para o caso); depois deitam-se num pyrex amanteigado (convém usar margarina, também não vale a pena mais despesa), cobrem-se de natas (daquelas em conta das linhas brancas dos supermercados) e deixa-se a arrastar no micro-ondas aí por uns 3000 segundos, em banho-maria; acompanha obrigatoriamente com arroz, salada e vinho branco parece complicado? não é! vendo bem não é sequer necessário usar qualquer tempero específico para fazer estes "filetes de pescada expresso", tão de encher-o-olho quanto desenxabidos e intragáveis, valha-lhes a santa. ou outra coisa qualquer
My nhiqui nhiqui side of the soul Não gostei de ver Madonna com aqueles brincos horrorosos, fazem-lhe na cara o mesmo efeito que Manuel Alegre na corrida presidencial que dá ao país um ar de bidonville a maquilhar-se, como um país de farófias que um dia sonharam ser profiteroles, parecemos uma Venezuela a recauchutar-se em realismo mágico, como se não nos bastasse ser um país de pitágoras que é constantemente encornado pelas hipotenusas. Mas foge-me a lógica, sou puxado para o trocadilho, apetece-me adormecer num sofisma e empolar o que me falta; hoje se sonhar, vai sair merda. Se amanhã ainda tivesse coração poria a boca no trombone, mas felizmente a tal de lua nova já se está a baldar.
"Passando-lhes pelo estrado" - Toda a mulher é uma lição - Parte II - Afagando e andando 4. Notas prévias Na dialéctica em análise o papel das mãos assume uma posição muito sensível, delicada mesmo. É o clássico dilema do investigador: onde termina o cientista e começa o homem; ou o drama do artista: onde termina o modelo e começa a amante; ou mesmo, não o esqueçamos nunca, o drama do homem do lixo: onde termina o trabalho e começa a merda. Escolhemos para objecto deste capítulo desde os movimentos mais clássicos como o 'apalpar', até aos menos evidentes como o 'roçar de polegar', passando pelas sempre enigmáticas 'festas com as costas da mão', sem esquecer o febril 'dedilhar' nas suas mais diversas combinações estilísticas. O acto de 'espremer borbulhas' foi afastado da análise pela sua evidente falta de gosto e por apenas servir o cruel desiderato de uma das partes. Existe uma premissa que deverá ser de imediato vertida porque é trans...
história de z Era uma avózinha tão saudosista que chegava a sonhar com a Mary Poppins. Só por causa do guarda-chuva, claro.
"Passando-lhes pelo estrado" 3.4. Perspectiva panteísta Antes de passarmos às mãos importaria reflectir sobre os locais onde os lábios efectivamente podem trazer um real valor acrescentado no estrado feminino. Afastado o mistificado, ou pelo menos sobrevalorizado, pescoço, teremos forçosamente de avançar para as zonas de maior valor ginecológico. Face à extensão e riqueza do corpo feminino teremos de nos concentrar nesta breve exposição apenas nalgumas. Aqui avançaríamos para as sempre muito interessantes zonas de fronteira. Escolheria duas: aquela que fica entre as protuberâncias mamárias e o umbigo, e uma outra, também não menos eriçadora do pêlo, entre o final das costas e o início da encosta descendente das dunas de retaguarda. Cremos que ambas as zonas foram criadas por Deus e julgamos que terão sido mesmo aí que nasceram as primeiras heresias panteístas. Não era caso para menos. É nessas zonas de antecâmara que parece tudo se jogar; é aí que parece se revelarem os passo...
y's e concisão O minimalismo é um efeito de expressão de genes holândricos. Tal como a hipertricose auricular, de resto. Ou a surdez selectiva.
"Passando-lhes pelo estrado" 3.2. Perspectiva sensório-motora Acabou no entanto por ser depositada muita esperança no mero movimento arrastado dos lábios sob o estrado dérmico. Esse "roçar labial "absolutamente carregado de insinuação, era uma resposta masculina à acusação de 'táctica barata' com que muitos lábios-em-kiss-module viam ser catalogada a sua humilde actuação. Este movimento deslizante de lábios, numa primeira fase, conseguia parecer transportar consigo o tão falado, e elogiado, pela sensibilidade feminina: poder do implícito. Mas como não foi até agora localizado nenhum espécime do género masculino da raça pura que se tenha chegado a satisfazer com esse conceito, ele passou a ser um mero refúgio de frustrações canalizadas para a literatura. 3.3. Perspectiva psicológica: Freud, Piaget e Vigotsky Menos prosaico que estes dois movimentos referidos anteriormente no que concerne aos lábios, mas julgamos de valor epistemológico não inferior, é a denom...
The country club O dicionário não ilustrado com entradas avulsas entre todos os santos e os fiéis defuntos, mas a piscar o olho ao limbo dos inocentes. (1110 a 1122)- fui acrescentando até à capicua Constituição – Documento que começa a ficar para as democracias modernas como o livro dos Salmos para o catolicismo. Poderes presidenciais – Tipo de poderes tão bem definidos que deixariam o Leviathan a pedir ao Hobbes para escrever tudo outra vez. Magistratura de influência – Sofisticado processo que permite o nariz penetrar em locais para onde não foi chamado. Pingo ( de vergonha, claro) a evitar. Procuradoria geral da Republica – Local selecto onde a República faz de palheiro, o cidadão de agulha e a lei faz de palha. Políticos profissionais – Os que descontam para a caixa mesmo que depois não dêem uma para ela. Política – Actividade nobre que assim relega para um segundo plano a actividade isidoro. (Em qualquer caso entram picados e saem enchidos). Sessão legislativa – Tipo de convençã...
big brother pbx Ouvido hoje numa radio: "todos têm um talento que devem descobrir e desenvolver nem que seja recorrendo ao auxílio das fadas de Neverland". Deve residir nesta crença a explicação para haver quem pretenda ensinar antes de aprender a soletrar. ['musa intertextual' e 'francesinha especial' não são sinónimos: rimam e é tudo]