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A mostrar mensagens de novembro, 2005
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Y ahora umas entradas levezinhas, sans peur de estar cara a cara avec la realité, mas just in case, e para não deixar dúvidas, calling the oxes by the names. O dicionário não ilustrado nas entradas 1132 a 1140. Proibição de Padres maricas – Todos poderão discutir a escolha, da mesma maneira que eu hoje teimava em chamar raineta a um pêro golden. O supermercado das reclamações está sempre aberto mas felizmente o código de barras tem dono. Autobiografia da Mª de Filomena Mónica – (Retirado o ligeiro pormenor de não ter lido e de ter prometido à minha mãe que não lia) acho que seria sempre um mero aperitivo para as memórias da Fátinha Felgueiras Beijinhos lésbicos no recreio – Manifestação de carinho em que a inocência faz de língua, a pouca-vergonha faz de lábio, e a modernidade libertário-hipócrita anda de mão dada com o puritanismo. Cócegas opcionais. Crucifixos nas escolas – Apesar de Deus nosso Senhor ter dito ao bom ladrão para deixar de catrapiscar o calendário da Pirelli mesmo ...
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Fusionblog «Bom. Concentrai-vos e fazei mas é o que tendes a fazer, sem ondas. O resto eu controlo daqui. Remotamente. Sim, com tudo o que o advérbio implica » (*) e olhando para a pantalla resignadamente mas procurando aguentar-me «tendo a risibilidade como fio condutor»(**). (*) blogame mucho (**) frenchkissin
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O conto dos achocolatamentos desviantes Sonhava-se o Ferrero roché a viver embrulhado num papel dourado, sendo fantasia por fora e doce avelanado e crocante por dentro, com baronesas a suspirarem afrontadamente por ele, mordomos a transportarem-no numa bandeja, qual andor de prazer, e vivendo resguardado numa caixa climatizada de raiz de nogueira lacada e forrada a cetim, fazendo duma travessinha Cantão o seu boudoir; tanto servia para se derreter aos poucos como para ser trincado aos repelões, e mostrava-se irrecuperavelmente sensível aos caprichos da translação do planeta e da camada de ozono. Por outro lado o Mon chéri sentia-se um turbilhão de cereja por dentro, sentia que tinha poros a menos e demasiada ternura emulsionada para sair, era um magma de sensibilidade reprimida, imaginava-se pólen e queria ir abanar pralinadamente o seu cacau ao vento, não valorizava a companhia sedutora das trufas e estremecia deslumbrada e inesperadamente com a presença do pau de canela. Sentiam-se a...
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Romaria à Senhora da Sufrágica Consolação Editorial break: isto-é-mas-é o verdadeiro blog político Como julgo ser de todos sabido nada de marcante na vida recente da sociedade portuguesa se deve a algo que algum Presidente da República tenha feito, dito, pensado, insinuado, elocubrado, recalcado, suspirado, sacudido o rabo, sublimado, rangido os dentes, ululado, piviado, ou qualquer outro movimento mais ou menos kamasutrico. Mas de certa forma acho isto um misto de injustiça, ignorância e falta de sensibilidade, e assim deixo aqui também uma dúzia dos momentos mais marcantes da presidência da república portuguesa nos últimos 25 anos; no fundo poderá alguém querer fazer daqui a uns tempos um congresso chamado ‘Portugal, que passado’. 1º - Discurso de Sampaio no 5 de Outubro de aqui há cinco anos que permitiu adormecer o meu filho mai novo depois duma birra que já se arrastava desde o 28 de Setembro - (no entanto cheguei a temer o pior com um ronco despropositado dum senhor fardado da 5ª...
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contradanças "E tudo [ cof cof ] que eu [ agora ] posso te dar / É solidão [ nem por isso ] com vista pro mar [ rio, sff ] / Ou outra coisa [ pastéis de Belém? ] prá lembrar [ é a idade, filho ] // Se você quiser [ se não? dá no mesmo ] eu posso tentar [ quer dizer... ] mas / Eu não sei dançar [ o problema é o inverso ] / Tão devagar [ ou isso ] prá te acompanhar [ pois... ]" Marina Lima, "Não sei dançar" (2003)
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Maria, ( sim, agora dirijo-me directamente a si, e em serpentina, para não me poder agarrar ) Nos primórdios da psicanálise Freud escrevia que a «consciência de hamlet (outra vez este gajo) é a sua sensação inconsciente de culpa». Inaugurava-se assim aos poucos aquilo que G. Steiner chamaria de «metáforas controladoras», referindo-se aos mitos em oposição às «metáforas paralelas do pecado» que seriam estruturantes para as visões teológicas. Ora a ‘confissão’ nasce essencialmente no seio dum processo reconciliatório, longe de ‘sensações inconscientes’ sejam elas do que forem, e antes a responder aos apelos de união com Deus que sentem as almas que dalguma forma o reconhecem. A ‘forma’ actual do sacramento até é tardia – trazida para a europa ocidental por missionários irlandeses, julgo – mas não desvirtua o essencial da religião, ou religiosidade se quisermos adverbiar a conversa, que é ligar e converter (a par da dimensão vocacional). O mecanismo/método/doutrina/literatura/mitologia/en...
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"Passando-lhes pelo estrado" 6. Síntese Confessamos que estamos a chegar desalentados e fatigados ao fim deste estudo, verificamos afinal que o homem é um mero lubrificante, é um mero encerador de estrados em pavimento flutuante, um betume que tem sempre de estar à cor senão vai destoar com a madeira, e por isso está cientificamente provado que há muitos que trocam essa merda toda por um ladrilho brilhante, às cores, e onde depois se possa passar com um pano e, desde que não se escorregue, já está.
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reflexos e actos fal(h)ados “Seria errado supôr uma oposição onde existe uma relação de cooperação” (*) Numa conferência de 1893 Freud aborda a etiologia da histeria expondo pela primeira vez a noção de afecto como um dos elementos que liga alma e corpo, ou seja, as componentes psíquica e física do ser humano. Mais tarde, e ainda sobre a histeria, concluirá existirem três modalidades gerais através das quais se processará o aliviar da excitação na sequência do processo traumático na base da sua génese: o movimento, a fala e a associação. Em 1891 é publicada a que muitos investigadores consideram ser a primeira verdadeira obra teórica de Freud (**) em que se clarifica alguma da relação entre a histeria e o uso das palavras e onde se encontra, de forma simples e clara, explicação para alguns mistérios quase insondáveis da natureza humana em geral (e da blogueira em particular): "há casos em que os afásicos sensoriais não dizem nem sequer uma palavra compreensível mas desbobinam síla...
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E agora um pavesezinho mal passado em molho de cioran, servido com um montaignezinho a cavalo. As senecazinhas fritas acabaram por amolecer um bocado. «Amiúde se me tem afigurado que mesmo os bons autores erram ao obstinarem-se a conceberem-nos como um todo coerente e constante». Na verdade essa polifonia da nossa condição perpassa-nos a existência, e alguns encontram o «segredo da adaptação à vida mudando de desespero como de camisa», enquanto outros admitem que «não nos libertamos de uma coisa evitando-a mas só passando através dela». Dá mesmo a ideia que «só somos desgraçados por culpa própria». Constato que para viver decentemente basta lutar contra a supersticiosidade da alma, sabendo simultaneamente abraçar a sua iluminada e intrigante transcendência e a sua apaziguadora e perturbadora imanência. Em suma: um grande foda-se (senão nem aqueles gajos vendiam livros nem o padre borga escrevia canções). Espero que tenham degustado.
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apontamentos de fenomenologia ( ou da hermenêutica em versão so-letra-da ) Na língua de Camões - a quem Eugénio de Andrade atribuía a dádiva de "(um) aprumo de vime branco, (um) juvenil ressoar de abelhas, (uma) graça súbita e felina, (uma) modulação de vagas sucessivas e altas, (um) mel corrosivo da melancolia" - pode dizer-se "um burro não é um cavalo", em alternativa a dicionários especializados na arte vanguardista da fusão entre a epistemologia do cromo de futebol, a gnoseologia da centerfold da playboy e a semiótica do postal natalício dos ctt.
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O conceito ‘candidato esfinge’ abriu todo um leque de possibilidades epistemológicas para a ciência política. O dicionário não ilustrado jamais poderia ficar alheio a esta nova perspectiva e esboça novos enlaces nas entradas 1123 a 1131 Candidato pirâmide – Tipo de candidato especialmente indicado para guardar as múmias do regime Candidato vitral – Tipo de candidato que faz muito melhor efeito se tiver alguém a iluminá-lo por trás Candidato menir – Candidato com real peso específico na sociedade civil Candidato Jardim Suspenso – Tipo de candidato que tem as suas raízes num país em que o pessoal já esteja pelos cabelos Candidato Altamira – Tipo de candidato que em poucos traços pode transformar um país que esteja na fossa num paraíso etnográfico Candidato Taj-Mahalianio – Tipo de candidato que governará com a magnanimidade de quem está a celebrar um grande amor Candidato Pompeia – Tipo de candidato feito para renascer das cinzas Candidato Acrópole – Tipo de candidato especializado no t...
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"Passando-lhes pelo estrado" 5.3. Factores aleatórios Teremos de saltar as 'festas com as costas da mão' porque o Patriarcado acabou de ameaçar não distribuir esta merda nos retiros do "verbo divino" e acabaremos por nos concentrar finalmente no 'dedilhar'. Antes de mais tem de ficar bem claro que todas as perversões relacionadas com a algema de dedos estão vedadas a este estudo, e que todos os trabalhos de campo se efectuaram após o devido aquecimento dos referidos dedos em reuniões de conselhos pedagógicos (ou como é que se chamam essas coisas em que gajas quarentonas vestidas de turcas se juntam para suspirar por homens belos, apolíneos e de gravata à espera de ser tirada e que lá não se encontram, obviamente). Feito este prévio esclarecimento, não podemos fugir à evidência de que onde há um dedo terá de haver ou uma luva, ou uma tecla, ou um buraco. Ora este estudo não arranjou verba para o piano, já chegou atrasado à secção de marroquinaria e po...
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‘We must say of Freud: after him there is only commentary’ (*) Ao ler Clara F.Alves no Expresso a escrever isto « numa conversa que tive uma vez com George Steiner, queixava-se ele de que a literatura, e o romance como grande arte, tinha deixado de focar e tocar a história do mundo para a poder organizar com a imaginação» lembrei-me logo daquela vez em que eu e o Freud fomos comer uns caracóis ali à Rua da Esperança e em que ele espantado e intrigado por eu não usar os palitos chupando directa e deliciadamente os caracóis da casca, acabou por me dizer à laia de desabafo científico: é por estas e por outras que eu concluo que tive uma infância infeliz e não soube aproveitar devidamente o processo amamentativo ao estar sempre a pensar em como por os palitos ao meu pai. (*) in ‘Where shall wisdom be found’ de H. Bloom, pag 240, ed. da Penguin group
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Vá Anybal pega no cavaquinho e nessa voz suja e surpreende-nos «After saying that the words are the important thing, Dylan then proceeds to caress the melody, first on harmonica and then with his voice, until the song sounds less a political anthem and more like a lover’s question» in texto que acompanha o cd ‘Bob Dylan – no direction home: the sound track' a propósito da versão de ‘Blowin’ in the wind’ que é apresentada no filme de Scorcese.
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"Passando-lhes pelo estrado" 5.2. Variáveis dependentes Temos de confessar agora que nutrimos pelo movimento sobre o qual nos iremos debruçar de seguida um carinho especial; trata-se da 'roçadela de polegar'. As combinações de estrado escolhidas são 1) o percurso braço-ombro-costas-rabo, que será uma carreira expresso temos de reconhecer, e 2) a zona traseira da coxa desde a dobra do joelho (ai que arrepio) até à sempre recorrente e omnipresente nádega esquerda (a nádega direita foi poupada ao estupro científico e foi oferecida em fermol aos artistas plásticos); aqui a velocidade e a intensidade são absolutamente determinantes, nelas se joga todo o sucesso do fraseado mímico-erótico do polegar; e crucial: a mulher tem de sentir que o olhar do homem está a acompanhar o movimento, é verdade, momentos ouve em que algumas desabafaram 'mas olha lá e tu estás a olhar para onde' quando se apercebiam que o polegar estava nas costas dela mas o resto estava virado para ...
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o drama (ou a prodigiosa questão) Who’s there? [W. Shakespeare, Hamlet] Numa das suas obras sobre o real, Clément Rosset (*) chama a atenção para a faculdade humana e quase mágica de oferecer resistência à informação externa não conforme com a expectativa e o desejo, de usar o livre arbítrio e ignorá-la se necessário fôr e mesmo de se lhe opôr, enquanto realidade, através da recusa da percepção com vista ao encerramento da controvérsia e do debate. O sucesso reside, por conseguinte, no paradoxo que é usar cabeça, olhos ou ouvidos para não entender, ver ou ouvir. (*) Rosset, C. (1988). Le principe de cruauté . Paris: Éd. Minuit.
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Moon again (e conforme prometido) Hamlet - Em verdade, ser grande Não é agitar-se sem argumento válido, Mas encontrar com grandeza motivo de querela numa palha Quando a honra está em jogo (…) Ah que doravante meus pensamentos Sejam feitos de nada ou sejam sangrentos Pag 183, da ed. bilingue da Lello, com tradução da Sophia de M.B.
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tip / quiz 1. Jerónimo acusa Cavaco de «gerir silêncios» [TSF] 2. Iago (avvicinandosi molto ad Otello e sottovoce): Temete, signor, la gelosia! / È un'idra fosca, livida, cieca, / col suo veleno / sè stessa attosca, / vivida piaga le squarcia il seno. [Otello, 2º acto] Com quantos (az)Iagos nos fará a vida cruzar?
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Back to earth Talvez vote cavaco, sim talvez vote cavaco. Não estou a ver bem porquê, mas talvez vote cavaco. Aliás mais ou menos sei, a alternativa seria um poeta do terceiro mundo ou um tipo que pode ficar gagá a todo o momento; todos podemos aliás. Mas parece-me pouco, parece-me uma coisa feita assim com pouca honra, não sei ( é pá agora vinha mesmo a calhar uma outra do Hamlet de que me lembrei, mas não sei de cor, no próximo post acrescento à laia de bónus) mas realmente o que me espanta é o entusiasmo todo em torno de cavaco – incluindo alegorias com mais ou menos citroen, mais ou menos bolo-rei. É que me fica sempre esta questão entalada: mas o Cavaco, prof Cavaco como lhe chamam – o que daria umas boas rimas mas o poeta anda distraído com o hip hop - ao certo ao certo poderá fazer o quê? Sim, o quê? Convence os chineses a comprarem as ilhas selvagens para plataforma logística, convence os sindicatos alemães a deixarem fazer cá os carros todos, obriga os esturjões a virem desova...
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Presidenciais alternativas ou do culto da personalidade entre duas cavadelas de adubo Hamlet – (...) Um rei gordo e um pedinte magro nada são senão iguarias variadas: dois pratos, mas para uma só mesa Rei – Ai de nós! Hamlet – Um homem pode pescar com um verme que comeu um rei, e comer um peixe que jantou esse verme Rei – Que queres tu dizer com isso? Hamlet – Nada. Só mostrar-te que um rei pode desfilar através das tripas de um mendigo E face a poetas, a comunas, a economistas ou a republicanos profissionais fico com um certo desencanto – mas não melancólico, valha-me isso – por não se encontrar aquilo que H. Bloom dizia no ‘Cânone Ocidental’ sobre Hamlet : um «livre artista de si mesmo», alguém que «dissolvesse as demarcações entre as ordens da natureza e do jogo». Mas eu já desço à terra. Dá muito trabalho ser terra à terra, é coisa de agricultor.
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Mi casa es tu casa Quando Deus se revelou na sua versão literária-exegética – porque obviamente também se revela constantemente naquilo que se convencionou chamar ‘coração de cada um’ – sempre deu a entender que existiria uma ‘casa do Pai’. Esta toponimização aplicada à transcendência pode aparentar ser uma abébia metafórica de Jesus para que nós apanhássemos - e nos aconchegássemos - melhor as ideias de salvação, de vida eterna, de céu, de paraíso. Mas eu cá topei-o bem: não há Deus sem sítio, não há amor sem lar. Não há religião sem fios, não há alma sem pele.
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"Passando-lhes pelo estrado" 5. Materiais e procedimentos (ou metodologia) Escolhemos como metodologia um sistema de base matricial: uma 'técnica' para 'duas zonas'; a variável 'velocidade' será introduzida sempre que se considerar pertinente. Procuraremos não sucumbir ao mero efeito estético e por isso ficam afastadas, por exemplo, as combinações 'roçar de polegar' /'mamas' e 'dedilhar'/'costas' (esta últimas têm inclusivamente tratamento autónomo nos estudos sobre drenagens linfáticas, pois as investigações de campo fizeram ressaltar algumas incomodativas respostas do género "as gajas querem mas é massagens à borla"). Evoluamos pois. 5.1. Variáveis independentes Para o originalíssimo movimento denominado 'apalpar' escolhemos as combinações pouco óbvias com a zona 'entre-pernas-vindo-de-baixo', e com a zona 'colina-ascendente-da-nádega-esquerda-vindo-de-poente'; como adereço epistemológ...
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Quase filosofia A questão que realmente me assola a mente neste momento nem são os mandatários da juventude, nem o sexo criminoso antes dos 18, nem a falta que sinto do peseiro, reparem bem: é a questão dos ‘porta-vozes’. Todos sabemos que a vida seria bem mais difícil sem porta-chaves, nem sei o que faríamos sem porta-bagagens, sem porta-estandartes já se aguentaria melhor mas em todo caso também é bem vindo, o porta-luvas será um caso de duvidosa utilidade e há mesmo quem tenha com ele uma relação difícil, mas também lhe encontro potencialidades para esconder restos de bolachas oreos, o porta-Portas agora está um bocado em baixo com aquele rapaz o Ribeiro-que-ventila-Castro (uma espécie de Nuno Cardoso da direita) mas o rapaz das feiras voltará certamente um dia, quando o Cavaco estiver no intervalo entre uma fatia de bolo rei e uma condecoração ao Saramago, estou-me a desviar – e afinal não tive nenhum sonho marado, volta Freud estás perdoado – mas critica crítica é aquela situação ...
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quase religião (porque "o pecado, esse já se sabe, está na carne". ou na influenza das aves) descongelam-se no micro-ondas; envolvem-se no pó de uma sopa instantânea de marisco para ficarem a parecer panados sem o serem (o rigor não interessa nada para o caso); depois deitam-se num pyrex amanteigado (convém usar margarina, também não vale a pena mais despesa), cobrem-se de natas (daquelas em conta das linhas brancas dos supermercados) e deixa-se a arrastar no micro-ondas aí por uns 3000 segundos, em banho-maria; acompanha obrigatoriamente com arroz, salada e vinho branco parece complicado? não é! vendo bem não é sequer necessário usar qualquer tempero específico para fazer estes "filetes de pescada expresso", tão de encher-o-olho quanto desenxabidos e intragáveis, valha-lhes a santa. ou outra coisa qualquer
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My nhiqui nhiqui side of the soul Não gostei de ver Madonna com aqueles brincos horrorosos, fazem-lhe na cara o mesmo efeito que Manuel Alegre na corrida presidencial que dá ao país um ar de bidonville a maquilhar-se, como um país de farófias que um dia sonharam ser profiteroles, parecemos uma Venezuela a recauchutar-se em realismo mágico, como se não nos bastasse ser um país de pitágoras que é constantemente encornado pelas hipotenusas. Mas foge-me a lógica, sou puxado para o trocadilho, apetece-me adormecer num sofisma e empolar o que me falta; hoje se sonhar, vai sair merda. Se amanhã ainda tivesse coração poria a boca no trombone, mas felizmente a tal de lua nova já se está a baldar.
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"Passando-lhes pelo estrado" - Toda a mulher é uma lição - Parte II - Afagando e andando 4. Notas prévias Na dialéctica em análise o papel das mãos assume uma posição muito sensível, delicada mesmo. É o clássico dilema do investigador: onde termina o cientista e começa o homem; ou o drama do artista: onde termina o modelo e começa a amante; ou mesmo, não o esqueçamos nunca, o drama do homem do lixo: onde termina o trabalho e começa a merda. Escolhemos para objecto deste capítulo desde os movimentos mais clássicos como o 'apalpar', até aos menos evidentes como o 'roçar de polegar', passando pelas sempre enigmáticas 'festas com as costas da mão', sem esquecer o febril 'dedilhar' nas suas mais diversas combinações estilísticas. O acto de 'espremer borbulhas' foi afastado da análise pela sua evidente falta de gosto e por apenas servir o cruel desiderato de uma das partes. Existe uma premissa que deverá ser de imediato vertida porque é trans...
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"Passando-lhes pelo estrado" 3.4. Perspectiva panteísta Antes de passarmos às mãos importaria reflectir sobre os locais onde os lábios efectivamente podem trazer um real valor acrescentado no estrado feminino. Afastado o mistificado, ou pelo menos sobrevalorizado, pescoço, teremos forçosamente de avançar para as zonas de maior valor ginecológico. Face à extensão e riqueza do corpo feminino teremos de nos concentrar nesta breve exposição apenas nalgumas. Aqui avançaríamos para as sempre muito interessantes zonas de fronteira. Escolheria duas: aquela que fica entre as protuberâncias mamárias e o umbigo, e uma outra, também não menos eriçadora do pêlo, entre o final das costas e o início da encosta descendente das dunas de retaguarda. Cremos que ambas as zonas foram criadas por Deus e julgamos que terão sido mesmo aí que nasceram as primeiras heresias panteístas. Não era caso para menos. É nessas zonas de antecâmara que parece tudo se jogar; é aí que parece se revelarem os passo...
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"Passando-lhes pelo estrado" 3.2. Perspectiva sensório-motora Acabou no entanto por ser depositada muita esperança no mero movimento arrastado dos lábios sob o estrado dérmico. Esse "roçar labial "absolutamente carregado de insinuação, era uma resposta masculina à acusação de 'táctica barata' com que muitos lábios-em-kiss-module viam ser catalogada a sua humilde actuação. Este movimento deslizante de lábios, numa primeira fase, conseguia parecer transportar consigo o tão falado, e elogiado, pela sensibilidade feminina: poder do implícito. Mas como não foi até agora localizado nenhum espécime do género masculino da raça pura que se tenha chegado a satisfazer com esse conceito, ele passou a ser um mero refúgio de frustrações canalizadas para a literatura. 3.3. Perspectiva psicológica: Freud, Piaget e Vigotsky Menos prosaico que estes dois movimentos referidos anteriormente no que concerne aos lábios, mas julgamos de valor epistemológico não inferior, é a denom...
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The country club O dicionário não ilustrado com entradas avulsas entre todos os santos e os fiéis defuntos, mas a piscar o olho ao limbo dos inocentes. (1110 a 1122)- fui acrescentando até à capicua Constituição – Documento que começa a ficar para as democracias modernas como o livro dos Salmos para o catolicismo. Poderes presidenciais – Tipo de poderes tão bem definidos que deixariam o Leviathan a pedir ao Hobbes para escrever tudo outra vez. Magistratura de influência – Sofisticado processo que permite o nariz penetrar em locais para onde não foi chamado. Pingo ( de vergonha, claro) a evitar. Procuradoria geral da Republica – Local selecto onde a República faz de palheiro, o cidadão de agulha e a lei faz de palha. Políticos profissionais – Os que descontam para a caixa mesmo que depois não dêem uma para ela. Política – Actividade nobre que assim relega para um segundo plano a actividade isidoro. (Em qualquer caso entram picados e saem enchidos). Sessão legislativa – Tipo de convençã...
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big brother pbx Ouvido hoje numa radio: "todos têm um talento que devem descobrir e desenvolver nem que seja recorrendo ao auxílio das fadas de Neverland". Deve residir nesta crença a explicação para haver quem pretenda ensinar antes de aprender a soletrar. ['musa intertextual' e 'francesinha especial' não são sinónimos: rimam e é tudo]