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A mostrar mensagens de agosto, 2003
Pela reabilitação da inveja A inveja é um pecado demasiado mal amado. E logo em simultâneo pela moral, pelos costumes, pelos imaginários. Só a policia ainda não lhe chega ( soprando para o balão não acusa...). E como se tal não bastasse, ninguém lhe dá uma palavra amiga e todos arrepiam caminho a deslindar-lhe as mais funestas consequências e perversões. Malandrices como a gula, a preguiça, a avareza e a vaidade até dão para pavonear, mas a desgraçada da inveja não se livra nem da letra do catecismo nem do verbete do intelectualismo acossado . O próprio ciúme já foi reabilitado pela psiquiatria e pelo lirismo do jogo amoroso, mas a inveja permanece com estigma e sem ciência nem poesia que a alivie. Só que no "intimo do nosso ser " o mecanismo da inveja é inelidível, e não é uma pulsão de morte, é antes uma força livre , que tem de ser orientada e acarinhada para que possa dar em virtude e bom caminho. Primeiro toda a inveja é reveladora, abre as brechas do “para além de nós”...
Crochet.blogspot.com Dão-me pena certos blogs, que até podiam ser jeitosos, a enlearem-se – às vezes - em teias de fúteis reciprocidades. No fundo, em vez de fazerem “ponto cruz” fazem ponto “diz-que-disse”. Evitem a glória ... flácida.
Espero nunca ser dos que "prolongam aqui a ignorância que se detecta nas «conversas de circunstância»" in Aviz .
Baldrocas de fino recorte O incontornável inspirou-se num texto meu antigo que até gostei de escrever. E motiva-me a autocrítica, o que eu ainda mais aprecio e agradeço. Por isso, escrevo de seguida umas banalidades inconsequentes e quasi-vexatórias para o meu blego : Com o puro sarcasmo sinto-me numa espécie de orgasmo marado. Num marasmo. Mas a ironia assemelha-se por vezes a um perpétuo esquecimento. É como estar repetidamente a pôr sal na sopa. Um salzeimer ! E as analogias ilimitadas... são o meu recuo à puberdade do riso. São pubalgias de esforço e de estorvo . E fala-se agora muito na qualidade do nosso abjeccionismo. Tudo muito bem escrito, claro !... Só que agora não se me ocorre nenhum palavrão jeitoso ....bem... não tenho nenhuma abjecção a isso. Ah! A sátira ... só que geralmente não gostamos muito quando s’atira a nós...
A busca obsessiva do transcendente pode desembocar no vazio. Com este mais ou menos vestido pelo desejo. Mas deixarmo-nos levar pelo irónico distanciamento, pode-se transformar numa vertigem de subjectividade. Há quem fale em ser construtivo, afrontar a realidade, seja ela o que fôr. Em vez de narrar...marrar. Não sei. Vamos andando e vendo no que isto vai dando. É a vida no gerúndio. E agora já com acentos
O Novo dicionário não ilustrado também tem memória. ( entradas 121 a 129 ). E não esquece o que já esqueceu. Boa memória – Qualidade, geralmente auto- atribuída, que pretende servir de dissuasor, mas que normalmente acaba por dar suores frios , e em certos ambientes mais fechados até dá soares frios Memória curta – Quando puxando o cobertor do discurso para tapar os factos que atrapalham, se deixam ao léu as partes impudicas dos factos que comprometem Memória selectiva – Quando esquecer é uma arte e lembrar-nos uma tragédia com espectadores a fazer casa cheia. Memória de elefante – Se os impreparados eleitores se lembrassem de tudo, os sofridos sufragados estariam permanentemente de trombas Lapso de memória – Quando o esforçado sufragado já nem se lembra de quem votou nele; e mesmo depois de bem esfregado , nem assim o sufragado arrebita. Mas no final quem fica estragado não é o sufragado . Em memória de – Expressão encontrada nas técnicas do discurso corrente e utilizada para cons...
As cavernas eram pouco sofisticadas Seguindo uma referência do aesquinadorio li um artigo sobre “ What prehistoric art and artifacts can tell us about the emergence of modern human behavior ”. Este artigo, recorrendo bastante às ideias dum livro recente " Prehistoric Art: The Symbolic Journey of Humankind " de Randall White of New York University” afirma acertadamente que " We are still learning how to recognize symbolism in the archaeological record ." Mais à frente diz que “ As much as they may touch us, wall paintings and figurines are not definitive proof of the presence of a modern human sensibility ”. Afastando-se de lirismos primitivistas, ainda remata logo a seguir que apenas devemos ir tentando “ signpost our ancestors' progress along the path toward behavioral and cognitive sophistication. Retenho aqui com bastante agrado a recusa da valorização excessiva e frenética do “cavernátivo” e a utilização da palavra sofhistication com um a propósito desco...
A mola do olhar A “revelação” de Arshile Gorky na blogosfera pelo Outro-Eu é um momento muito feliz. Sem querer enfrascar isto em detalhes biográficos apenas gostava de deixar escrito algumas notas: A. Gorky não marca apenas a transição do surrealismo ( que nunca abraçou realmente de alma e coração) para o expressionismo abstracto; mais importante : é talvez a primeira chave da libertação da dependência americana em relação à pintura europeia. Durante os primeiros anos apresenta - sem complexos - formas quase ostensivamente “ imitacionistas ” em relação a Picasso, o que o levou até a ser alvo de imensos comentários jocosos. Mas ora aí está alguém que, pressentindo o grilhão da originalidade , mas sabendo fugir à prisão da imitação , acabou por ser um verdadeiro inovador americano. A sua ligação ao Surrealismo existe, claro, e é inclusive atribuída à amizade com Roberto Matta a origem da sua viragem criativa. Como muito distinta memória desta ligação fica um texto de André Breton a pref...
O que é que a reality afinal shows Hoje no Público, um dos seus crónicos cronistas ( Mário Mesquita ), desvela-se na análise da “ entrega do « momento interpretativo » aos políticos, com discreta mediação jornalística “. Boa frase. Poderia ficar-me pela mera constatação de um tique corporativista bem embalado, e que aproveita até uma boa brecha que a actual sensibilidade geral abre nesse domínio . Mas não fico. Eu encontro aqui é o problema de quem olha para a realidade procurando adorná-la ao seu quadriculado. Mesmo a esta realidade comezinha da política de bisca lambida .... Como os miúdos : antónios para um lado, franciscos para outro; .... ...flores para um lado, espinhos para outro; ...bonitos para um lado, feios para outro; ...cuecas sujas para um lado, colarinhos engomados para outro; ...ideias boas para um lado, gajos estúpidos para outro; etc, etc Não é assim. Nem nos sonhos mais académicos. Se eu fosse físico e psicanalista até levaria isto para o campo dos traumas entrópi...
Realidade rabiscada . Os factos, o chamado "real", as coisas que acontecem, as merdas da vida..... gostaria que o dicionário não ilustrado lhes fizesse uma entrada do género: Factos – Metabolismo estragado dos sonhos. ( ficaria como 1ª entrada apócrifa... ) Mas não consigo. Lembro-me sempre da frase que associo a Einstein: “Reality is merely an illusion, albeit a very persistent one : Por isso defendo-me. Quando vejo aqueles pensamentos bem estruturados, alicerçados na leitura sábia da história, com todas as contas a dar resto zero, com os quais até apetece concordar.. nunca me dá para os subscrever ... apetece-me sim: sobrescrevê-los . Mas serão sempre gatafunhos de criança.
A mim, infelizmente só me dá nostalgia de miudezas. Nunca são nostalgias de primeira, não senhora. Não deixam o estimado Outro-eu a pensar nem vida, nem na morte. Talvez lá iremos um dia, se Deus quiser. Hoje, o novo dicionário não ilustrado enredou-se numa teia nostálgica de “boas questões”. Coisas de verão. Verão : Questão de confiança – Quando se dá confiança a mais à populaça ficam-se com estas questões. Geralmente resolvem-se com sondagens pagas à cabeça. Falsa Questão – Terminologia devedora da “ Sacudidela da água do capote”. Utilizada geralmente pelos espíritos mais encabidados em ideias feitas. Questão menor - Uma espécie de hemorroidal do discurso político. Não o deixa andar à vontade, descansar um pouco sentado também é um tormento. Fazer merda custa que se farta. Questão de princípios – Utilizada como derradeira arma de arremesso; pode provocar suspiros a velhinhas, principalmente às que não passaram a noite na bicha da caixa. Questão de pormenor – Algo que se “guincha” ...
Tentativa de criar um novo imaginário nacional pela via da inseminação artificial Pegamos em esperma do género “ Dar novos mundos ao mundo”, associamo-lo a uns ovários do género “Jardim à beira mar plantado” , misturamos bem, e enviamos por “Mares nunca dantes navegados”. Obteremos uma ovulação de primeira. O “Génio empreendedor e aventureiro” deverá ser introduzido logo na primeira papa, só que a “Auto–comiseração” aparece servida com as sopas de legumes.... A “incompreensão dos outros” é recomendada logo pelo pediatra, mas uma senhora disse que se devia juntar com o “Somos muito bons a desenrascar”. O boletim de vacinas é que ainda é dos antigos...exige uma bateria com três doses de “ Gostamos de viver a vida” , “Isto não pode ser só trabalhar”, “ Os outros é que não sabem fazer mais nada”. Estou a ficar temeroso... O “ Lá fora somos dos melhores” dizem que só deve ser administrado em casos de risco , mas funciona muito bem. Nos primeiros anos de vida o ortopedista recomenda o uso d...
Há males que vêm por ...mal O sincretismo maniqueísta está muito mal visto e geralmente por razões aceitáveis. Na sua origem estão esquemas filosófico-religiosos que agora nem interessam. No entanto, o esquema rotulante que essa “heresia” inspira tem de ser usado a espaços. Mesmo que não se descortine o correspondente Bem oposto, deve ser reconhecido um Mal “absoluto”. E tratado em conformidade.
A provisoriedade da nossa condição é da ordem do paradigma. No entanto, o pensamento/discurso corrente incorpora-a de forma ridícula. O novo dicionário não ilustrado rastejou até alguma dessa re-terminologia da feira política Reconhecer os erros - Processo mental que resulta duma disfunção do fecho-éclair da braguilha que acaba por se entalar no chafariz da vida Repor a verdade – Processo marxista que consiste em injectar pela segunda vez o “ópio” que se tenha mais à mão, no povo que estiver mais a jeito Reavaliar a situação – Registo mental de natureza contabilística que visa transformar um de mundo pautado pela “incausalidade” num outro quadriculado pela incerteza Retomar o processo - Sonho de registo antropológico que nos coloca com um pauzinho na mão a esfregar num monte de folhas secas Redefinir os conceitos – Proto-mito(?) Freudiano falhado(?), e ainda por cima mal assimilado pelos indigentes da mudança, que os faz descortinar complexos onde estão meros falhos de nexos. Re...
O passado também não está numa bola de cristal Apanhei uma citação ( no Público ) do praticamente inefável N. Rogeiro que diz : “ ... temos tido muitos príncipes poetas, mas pouquíssimos semeadores de visão e génio ...“ Eu acrescentaria : e demasiados comentadores, que nem rimam, nem sabem de agricultura. Vês, estimado socioblogue , o que faz ler muitos livros de história...
Face às circunstâncias do texto anterior merecia fazer uma entrada especial no novo Dicionário ( entrada 99 , ou 98 ?, ou 101 ? ..bem arredondemos para 100...) arredondar sempre fez parte do nosso ... Imaginário nacional – Figura da doméstica mitologia pindérica, geralmente representada por um pré-adolescente obeso, alimentado com bolinhos das tias solteironas , mas tendo sempre por perto um tio barbudo a dizer : deixem o miúdo comer o quer ele quiser.
O Imaginário nacional - FFF (3) É uma flor de estufa este imaginário nacional . Sempre a pedir ama seca. E não aguenta grandes safanões, nem crises de crescimento Se calhar todos os imaginários nacionais são assim. E para lhe dar de comer ... Um sacrifício. Não sabe alimentar-se sozinho. Mas é engraçado, todos gostam de lhe dar de comer.....até estando ele sempre com pequenos caprichos. O que não lhe pode faltar em qualquer refeição é um pratinho de cultura. Muitas vezes tem de vir disfarçada... ele é com a televisão, ele é com a rádio...ele é com um jornalito, às vezes vai um relato do Jorge Baptista ( para ver se tira o sono ao Avatares ...) , ele é com um Eduardinho adormecido às portas duma livraria fechada...; bem... e quando se põe muita crónica social é que o imagináriozinho social se baba todo! Mas tem mesmo que comer disto senão apanha as doenças todas. Eu até já quis que ele viesse passar um tempo a minha casa. Preparava-lhe uns petiscos jeitosos. Adormecia-o ao col...
FFF (2) Às voltas, adiando a decisão de aterrar na Fatal Futilidade dos Factos , olho pela janela, e vejo que : A Contestação deve ter uma estética conservadora O Proselitismo deve reger-se por uma ética estável E as Vagas de fundo devem ser surfadas com técnicas revolucionárias
Procurando preparar-me para entrar na Fatal Futilidade dos Factos lembrei-me dos penosos caminhos traçados pela ascética cristã na senda da humildade. Dois atalhos obrigatórios : " O esquecimento de nós próprios " e " O passarmos despercebidos ". Deus tem mesmo de ser grande.
A realidade é uma gaja dissimulada. Anda com todos e não é de ninguém. ( há efectivamente outros nomes técnicos a que agora me abstenho de recorrer..) Algumas luminárias quase bafientas acabam por divinizá-la; chegam a arvorar-se seus perscrutadores, arautos e até profetas. São eles , que nas suas liturgias de vão-de-escada , identificam e decifram os sinais à plebe cega e ignara. O novo dicionário não ilustrado foi a uma das suas celebrações. ( entradas 80 a 99) Sinais de mudança – Quando os jornais velhos são os do dia seguinte Sinais de crise – Quando a fome acaba por não dar em fartura Sinais de ruptura – Quando a bateria da populaça acaba por descarregar, ao fim de tanto disparate do poder que funciona sem o motor ligado Sinais de esperança – Muitos esperam, poucos alcançam, mas a maioria , vá lá, espera sentado. Sinais de fumo – Quando os especialistas políticos fazem primeiro o comentário e depois escolhem o partido Sinais de grande dinamismo – Quando as sentenças são anteri...
Fazer blogging à beira mar ( ida e volta ) Não tenho que dar doutas opiniões Não tenho que dar alpista ao canário Não tenho artigos decisivos para escrever Não tenho que aparar a relva Não tenho que demitir ministros Não tenho de satisfazer ilusões de seguidores fiéis Não tenho que levar o cão a mijar Não tenho musicas para compor Não tenho que subir montanhas com mochilas de marca Não tenho teorias para defender Não tenho de dar a voz a ninguém Não tenho que dar comida aos peixes Não tenho de estar sempre presente Não tenho de inventar piadas para humoristas pagos ao minuto Não tenho de ser coerente Não tenho de vender jogadores Não tenho que dizer mal de ninguém Não tenho que dizer bem de ninguém Não tenho de fazer discursos Não tenho de pôr bacalhau de molho Não tenho que fazer rimas Não tenho causas nobres Nem tenho que desfazer rebanhos Mas gosto de alimentar o meu blog.
Dedicado ao Bruno do Avatares-do desejo Todo o seio evoca o receio
Em momento de nostalgias da moda o Dicionário não ilustrado deixou-se levar pela nostalgia do trânsito (70 a 79) Constrangimentos orçamentais – Metáfora utilizada nas modernas finanças públicas que pretende realçar a zona púbica dum país em tanga Assuntos bem encaminhados – Etapa de uma procissão antes de entrar no adro. Prioridades absolutas – Expressão para designar os problemas que devem ser esquecidos em primeiro lugar Desbloquear verbas – Técnica da moderna cirurgia orçamental que substitui a vaselina no tratamento das fricções sociais. Investir na prevenção – Tipo de política pública que utiliza laxantes para combater os coleiformes fecais Mudar o rumo dos acontecimentos – Libertação definitiva do desejo recalcado de qualquer político em ter sido polícia sinaleiro Condicionar o poder – Má resolução de um recalcamento comum entre os militares por não terem sido guardas fiscais Rota de colisão – Trajecto comum das forças políticas organizadas, que na sua forte coerência entram e...
Antes de desligar esta coisa do GPRS tive o afortunado tempo de ler - entre outros - o Reflexos - onde tive a boa sensação de ler que o "mito é a origem da multiplicidade" Ora aí está alguém que não cede na tentação daquele pecado original .
A originalidade das espécies Quando vejo um narrador a discutir com as personagens sobre o seu destino e ainda para mais interpela o leitor sobre as suas escolhas, confronto-me com um dos meus mais perenes preconceitos artísticos : a originalidade é uma prisão. Quando se escolhe um formato exclusivo em aparentes ambiguidades e em originalidade fica-se atado a ele e não se pode fugir para um plano «criativo» mais fecundo. Aprofecundemos então : Não querer ser como os outros, abandonarmo-nos à vertigem de ter de ser diferentes, é na grande maioria dos casos um pecado original. Esse pecado da originalidade é uma perturbação do espírito criativo que leva o desgraçado do prevaricador a não mais ser livre e a ter de entregar o seu destino às mãos duma fatalidade artística (?). A originalidade faz-nos ficar condicionados pela forma , faz a expectativa ser mais importante que o espectáculo; é o verdadeiro «passepartout» da imaginação criativa. Sermos banhados pela normalidade é quase uma pes...
O Antonio Lobo Antunes dizia que se tinha tornado escritor porque o pai, quando ele estava constipado, em vez de lhe dar aspirinas recitava-lhe sonetos. O meu pai fazia-me rir. Par ele isto: Férias com hífen Fé-rias Não te rias disto Homem de pouca fé Fé-rias Estou com uma fezada que o sporting vai ser campeão Não te rias estúpido Fé-rias Acredito piamente nas boas intenções do... Deixa-me acabar, porra, não te rias Fé-rias Creio que a verdade virá ao de cima Deixa-me rir... Férias Quando a fé move as montanhas quem se ri enfia-se num buraco Fé-rias Tenho muita fé neste governo Não me ria tanto desde o governo do...guterres Fé-rias Estou em crer que isto dos blogues não vai acabar tão cedo O E.P.C. é que não vai achar piada nenhuma Fé-rias Tenho fé que alguém se ria disto Fé-rias Quem tem fé que se aguente à bronca, eu fico na plateia a rir Ri-te. Ri-te... Fé-rias Na fé fortaleço No riso também E já agora ... Diz Marx a Boaventura SS: - Não tenho nenhuma fé em que isto dê certo.....
Ode aos blogues vadios ( não autorizados por E.P.C.) Hoje estou um bocado eduardo... Passeio num prado Mal amanhado Onde saltita um coelho que mais parece um fedelho. Mas nem tenho tempo para pôr a cabeça ao vento! quanto mais para ler blogues que não valem três vinténs Ai trovoada a valer!... Valha-me sta Bárbara ( guimarães )
Uma questão de jeito Se eu começar agora a escrever para aqui sobre o mar, o pôr-do-sol, a areia fina e o céu estrelado, peço-vos um favor : digam-me para estar sossegado, porque eu não tenho mesmo jeito para isso.