Máquina de fazer Rogérios e Evelinos (V)
Há tempos tinha perdido umas preciosas horas a debulhar uma maçaroca inconsequente chamada 'Corpos Vis' de Evelyn Waugh, mas esse acto-falho de leitura podia estar já perfeita e decentemente resolvido no meu contentor de asneiras (onde teria vasta e óptima companhia), não fora dar de caras com esta hemodiálise crítica no Expresso : « a narrativa de "Corpos Vis" é fragmentária não porque Waugh viu a realidade como fragmentária mas porque detectou na fragmentação deliberada o melhor transporte formal para as suas intenções miméticas » escrita pela vedeta blógsmica aparentemente pseudonomizada como Rogério Casanova . [fulminado por uma vertigem incontrolável de morbidez antropológica agarro no despojo de posts em livro do mesmo autor - não se preocupem, eu estou habituado a ser por momentos extraordinariamente volúvel - e constato (na contracapa) que podemos estar perante uma « escrita rara em portugal, culta, atrevida, solta, comovida e cheia de ironia » Se bem que o t...