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A mostrar mensagens de julho, 2006
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com a tripa às costas Litografia de Leonid Tishkov (n. 1953), de 1994, incluída num conjunto de 20 denominado ‘Estômago em aflição’, e dedicado ao nosso aparelho digestivo e à nossa alma. Pertence à ‘LS Collection’ de livros de arte russos do séc XX. (Esta digitalização manhosa foi retirada do catálogo da sua exposição na Europalia.russia de 2005)
Dos teatros «Há-os sempre prontos a condenar o que não entendem e a classificar de racionais os seus estados emotivos. Os estadistas recorrem a tal gente sempre que a mais nada podem recorrer» de Sttau Monteiro e na boca dum tal d. Miguel Forjaz. Felizmente há luar.
Ainda ‘Palomar’ sobre as pessoas, e o luar. «Ninguém olha a lua da tarde, e é exactamente naquele momento que ela teria maior necessidade do nosso interesse, dado que a sua existência não está ainda assegurada» (e sem praia, mas palavrazinha de honra que não estamos combinados, antº)
das leituras na praia "Il y a dans les jardins zen de Kyoto un sable blanc à gros grains, qui a la propriété de refléter les rayons de la lune." [ por um moço nascido em Cuba e chamado Calvino, Italo, a quem deu na ideia escrever um livro que a Seuil de Paris editou (ora deixa-me ver... este em 1998) com o, afrancesado enfim, nome de "La Collection de Sable" ]
Die Bibliothek der Fantasie (isto em alemão soa com outra pintarola) 1. secção ‘valha-me deus’ «Há muitos anos ( mas é como se fosse ontem) que tenho ao serviço da minha arte uma vivaz donzela, mas nem por isso nova no ofício. Chama-se Fantasia. É um pouco depreciativa e burlesca (...) e diverte-se trazendo-me a casa (...) a gente mais insatisfeita do mundo : homens , mulheres, adolescentes, envoltos em estranhas histórias das quais não encontram maneira de sair» (Tradução livre de excerto do prefácio de ‘Seis personajes en busca de autor’ . edição espanhola da obra do nosso amigo Pirandello , na Cátedra, pg. 83, saidínha da prateleira nº 100, onde estão os livros que se compram para se dizer que se tem.) 2. secção ‘eles & elas’ «A Fantasia também vende mais que a Ficção Científica (...) porque as mulheres, que são quem compra mais livros, lêem mais fantasia e os homens, que preferem a tecnologia à magia, lêem mais ficção científica» (dum tal de João Barreiros, numa entrevista ao 6...
In a minute, sir Uma maid é uma maid (não, aquilo não é uma farda fetichista nem de dominatrix, desengane-se) e não está ao seu serviço senão para o satisfazer. Sente-se, quieto, e escute "your life as a sequel" dos Lambchop em fundo (daradada... should i know your place / and my place or undiscovered / through a curtain or refinery / not certain or temporary / daradada...) como preliminar para a degustação da minha por enquanto apenas receita de perna de borrego com nabos: Aproveita-se uma perna de borrego previamente assada ( é o mais sensato, claro, quando os dentes já acusam o uso ). Desossa-se com cuidado e envolve-se delicada mas completamente em tiras acetinadas de presunto ( porco, ok? reabilitado do fundo do esterco pela citação de Bernard Shaw via Abrupto ) 15 den. Polvilha-se com farinha de trigo ( fina ou ultra-fina, com um pom-pom de preferência ) e leva-se ao lume em manteiga derretida ( mas não liquefeita porque seria mais inútil que um bronzeador de écran to...
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Shell Service, m'lady... (‘Los niños de la concha’, Murillo , Museu do Prado)
Desmaker residence Shelf service Estava instalado o alvoroço; a residente mais ilustre tinha solicitado uma camareira bibliotecária. Dizia que psicóloga também dava porque tinha ouvido dizer que os psicólogos dão para tudo, mas era essencial um talento específico em alinhar lombadas e traças por um critério que lhe permitisse nunca se atrasar para o buffet de carnes frias. Dizia-se possuir uma biblioteca singular com obras de fusão, praticamente únicas e de irrepetível originalidade, difíceis de catalogar, de emprateleirar e absolutamente inlincáveis mesmo nos sites mais glamoroso-gutemberguianos. Apresentou-se uma serviçal trajando de negro rendado, de coxas robustas e olhar de récita parnasiana que logo disse: «farei com as suas prateleiras o que a seda faz ao meu busto». «Olhe que os meus livros são como a minha sedução: de difícil arrumação» respondeu a residente caprichosa e repleta daquela ironia que distingue o sumol da sangria. Parecia instalar-se no ar um ambiente de desafio: ...
Um conflito de territorialidade geralmente leva à necessidade de invenção de diversos espaços com funções de aliviar as pressões, gerir as tensões, potenciar as eventuais oportunidades, atenuar as ameaças e aspergir convenientemente os olhos com areia. Hoje o dicionário não ilustrado dedica-se então a um momento hezbollevax ultra. (entradas 1220 a 1227) Zonas Tampão – tipo de zona onde as medidas higiénicas superficiais não garantem um serviço limpinho e é necessário actuar com outras em maior profundidade mesmo que estejam presas por um fio. Zonas Húmidas – zona de potencial e sofisticada nidificação, e por isso especialmente sensível ao uso de repelentes para insectos, fungicidas e outros pesticidas, apesar de servir de encalhe para muitas moscas mortas. Zonas Protegidas - Zonas de circulação restrita, geralmente apenas ao alcance de pessoal devidamente autorizado e desparasitado; contudo o uso de vedações tem caído em desuso face à actual valorização dos potenciais paisagísticos Zo...
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Room service, sir...
Kultur'link Um dos mais graves problemas com que se debateu, durante algum tempo, esta hóspede-a-dias do Blogger foi a incapacidade total e absoluta do dito em proporcionar condições para uma citação adequada. Sim, adequada. Por exemplo, na citação anterior - um excerto da obra de Pirandello (sita na estante 2, coluna 3, prateleira 5, zona Teatro cá da casa) - não me foi possível fazer o elo (para os puristas; tradução de link ) directo para a prateleira, situação bem mais fácil e cómoda que escrever uma bibliografiazinha pela norma APA. De umas voltas dadas, não ao Sol mas as estrelas doutras constelações, reparei ser frequente - porventura porque de maior qualidade e economia de leitura do que tê-los, tirá-los da prateleira, lê-los e transcrevê-los - elaborar elos (para os puristas: tradução de links ) a livros existentes em serviços de venda pela internet (para os puristas; tradução de online ). Resolvido que fica o problema intelecto-tecno-logístico, admito a minha inaptidão pa...
Os passos perdidos Il capocomico: D'un autore? Che autore? Il padre: D'uno qualunque, signore. Il capocomico: Ma qui non c'è nessun autore, perché non abbiamo in prova nessuna commedia nuova. La figliastra: Tanto meglio, tanto meglio, allora, signore! Potremmo esser noi la loro commedia nuova. Qualcuno degli attori: Oh, senti, senti! Il padre: Già, ma se non c'è l'autore! [Al capocomico: Tranne che non voglia esser lei... ] Il capocomico: Lor signori vogliono scherzare? Il padre: No, che dice mai, signore! Le portiamo al contrario un dramma doloroso. La figliastra: E potremmo essere la sua fortuna! Il capocomico: Ma mi facciano il piacere d'andar via, che non abbiamo tempo da perdere coi pazzi! Il padre: Oh, signore, lei sa bene che la vita è piena d'infinite assurdità, le quali sfacciatamente non han neppure bisogno di parer verosimili; perché sono vere. Il capocomico: Ma che diavolo dice? Il padre: Dico che può stimarsi realmente una pazzia, sissignore, sf...
Somos cada vez mais barro, cada vez mais à mercê de oleiros incompetentes Todos somos manipuláveis. Isso é duma evidência que até chateia. E todos gostamos de ser manipuláveis. Isto ainda aborrece mais. Todos gostávamos de chegar à verdade pela via da morte dum desgraçadinho, duma evidência feita carne, ou duma exclusão de partes que nos fosse servida que nem uns filetes de polvo tenrinhos, no fundo todos gostaríamos de viver numa satisfação de sacristia ao nos consolarmos por tomar conta do mundo como um paramento que não se pode sujar. Quando se inventou o conceito de ‘filho da puta’, que deve também ser o conceito técnico mais velho do mundo, (se bem que se possa discutir se foi a puta se o filho da dita quem apareceu primeiro) ainda não existiria a televisão, ainda Gaza não era uma faixa, Moisés ainda não seria um profeta a quem as águas se abririam, nem sequer os Sumérios fariam bacalhau à Brás e muito menos Cleópatra usaria ‘Dove’ em vez de leite (era de cabra não era?) ou a Índi...
smsantologia (ou da abdução) «Só estou louco quando o vento vem de norte-noroeste. Com vento sul, distingo entre o falcão e a garça.» Shakespeare, ‘Hamlet’ II.2
do teatro (suite) «e o que fazemos agora que estamos felizes?» de um tal de Gogo.
do teatro "informamos que o espectáculo tem a duração de quinze minutos... [cof] ... de intervalo" disse alguém mas Beckett era o outro
Concerning the kiss file Basicamente, e tentando o aprofundamento do tema pelas técnicas cruzadas ‘du prochain au distant’ e ‘du familier au inconnu’ ( é francês) , encontro dois tipos de homens face ao erotismo: o homem-abelhinha e o homem-pica-pau. O homem-abelhinha está vocacionado para polinizar. Por isso, o beijo para ele á algo que surge com naturalidade, o lábio é um constituinte do corpo quase como uma extensão da mão ou da franja, ou vice-versa. Transmite e perpetua mais forte e genuinamente os seus sentimentos por essa via, praticamente bíblica, que é o beijo, seja ele aplicado em que parte for, seja ele recebido da maneira que for, seja qual for a humidade subjacente e/ou envolvente. Todas as outras manifestações clássicas do erotismo já lhe saem com maior artificialismo, o intercourse ( lá está, em estrangeiro é outra loiça) mais parece um motor a dois tempos, a dita autosatisfação põe-lhe a consciência a remoer que nem um passe-vite e o próprio roçar explicito de corpos lh...
Das exposições «caminhos tortuosos (...) salpicados de sábias manchas de luz e sombra» dum tal de Castilho sobre um tal de Alvarez que ‘dies from consumption’.
dos clássicos (suite) "oh" diss'ela [e, como de costume, acrescentou nada]
dos clássicos «Oooooodiiiiiiissseeeeeeooooooooo» por umas tais de sereias.
O blog-exemplo Really Nothing To Say Acabo de o descobrir: um texto simples, escorreito, despretensioso. Uma assinatura do mais fino recorte e bom gosto (NaOH é a fórmula do hidróxido de sódio - btw soda cáustica para quem não saiba Química). E a descrição? No fundo a que todos os bloggers secretamente invejam ( e não têm coragem de admitir ). Mas o texto, céus... somos capazes de deixar nele perder o olhar horas a fio e ainda assim se descobrem semelhanças fundamentais com o Abrupto . No template, por exemplo. Sim, exemplar!
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Momento cultural Todas as questões existenciais se resolvem, afinal, de forma simples. Quem, sim quem?, nunca fez a si próprio (a língua, falada, é irrelevante) a pergunta "Am I a good kisser?" que atire a primeira pedra. Se, por mero acaso, é uma dessas aves raras, não se desgaste a atirar pedras e opte por uma das seguintes, e muito mais saudáveis, soluções: a) envie um mail explicando sucintamente os motivos por que se considera acima do existencialismo oscular e na volta ser-lhe-á enviado um tema de música "chill out" pronto a aplicar no iPod. b) aproveite o tempo que, pelos vistos, lhe sobra - ou não estaria a perdê-lo a uma hora destas, lendo blogs no serviço, com o tempinho de praia que está lá fora - e faça este quiz : Are You A Good Kisser? Se, por acaso, o seu resultado disser que é um "Play-By-Play Lip Locker", resigne-se: não é o primeiro nem será o único a não ter jeito nenhum. Por muito simpática que a caracterização lhe pareça, repare bem...
Conto do pixel desphotobucketado Roçando o descaminho, o pixel da nossa história tentou desesperada, mas previsivelmente, o refúgio numa servidora clássica: uma mijinha primeiro, servicinho em dose pré-estabelecida depois, outra mijadela no final, tudo se consumaria, como de costume: satisfeito e devidamente desinfectado. Porquê mexer em fórmulas de sucesso, já testadas por pecadores devidamente iluminados e santos devidamente contritos e com atestado por caducar, porquê deixar para a confissão pecados de menor monta, porquê queimar genuflexões com meros flirts de ocasião, porquê deixar os anjos da guarda ainda ganharem alergias perante impurezas de fraco porte ou adormecerem face a húmidas perversões de adolescente, porque dar trunfos à vergonha a troco de desvios de segunda categoria. Só que o nosso pixel não poderia prever a rejeição do servidor que o tinha acolhido em tantos daqueles dias de dorida desformatação. Aparentemente tinha chegado o momento em que os seus pecados também c...
Com vénia Em nome do gineceu side of the blog , somos hormonal, lacrimejante e devidamente agradecidas pelo brinde de uma tão inefável quanto inacessível masculinidade a carvão. Ao Picasso, é claro.
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Para aliviar dos auschwitz a céu aberto Denoto algum desalento da parte do estrogen-dependent side of this blog por sentir uma certa inibição em aqui exprimir com mais exuberância a sua capacidade para se desvanecer perante a masculinidade explícita de certos exemplares da espécie e do género mais ou menos inacessíveis. Picasso (Primavera-Verão 1906). Joven a caballo . Carvão s/ papel. 46,6 x 30,4 cm. Paris, Colecção particular (Zervos VI, 682) Parece-me um anseio legítimo se for exercido dentro dos limites impostos pela santa madre igreja e pelas últimas descobertas da ciência antropológica e urológica, e face ao explícito fascínio pela parte oposta ao ventre, deixo como mote e presentinho a imagem lombar acima exposta. Afigura-se-me no entanto básico lembrar-lhes que a beleza masculina é um valor em decadência, apelo à perdição de mulheres já de si dadas à vulnerabilidade, corruptela da verdadeira e inexpugnável beleza, neblina para a transcendência, alívio ilusório dos traumas de E...
Smsantologia I was angry with my friend: I told my wrath, my wrath did end. I was angry with my foe: I told it not, my wrath did grow. William Blake, Songs of Innocence and of Experience , Methuen's English Classics, 1956 (pg 31)
Conto do ibseniano escrupuloso Não cabia em si de contente quando soube que a história de Gynt era inventada, que afinal Deus compreendia sem ser necessário apresentar atestado de sofrimento, ou prova de esforço, bastaria um electrofodiograma normalzinho, e que Deus tinha inventado o suspiro mas passava bem sem ele naquele momento em que a sabedoria de vida valerá tanto como um carrocel sem crianças. Era ibseniano desde que aprendera a gerir o ‘eterno adiamento’, desde que soubera suspender o tempo, enrolá-lo, mas com o passar dos dias tinha-se deixado atormentar pelo sucesso, e pelo insucesso, pelas encruzilhadas mal assinaladas na vida; nem tudo poderia continuar a ser como a vesícula de Mexia, ou como o violino de Ingres ou como os frúnculos na virilha de Napoleão, alguma realidade teria de ser condimentada, cozinhada, senão tudo se resumiria a uma vida crua, a uma alma tártara. Tinha chegado a congeminar um casamento por interesse, virou-se depois para uma paixão impossível de cheg...
das análises "quem escreve lavra uma sentença sobre si próprio" por um tal henrik ibsen, algures
conto da papiróloga asmática A sua tese de doutoramento tinha sido ‘ eu cá se fosse primeiro cristão também vos havia de foder o juízo’, e ganhava balanço a defender o papel dos ácaros no fortalecimento da fé, no aparvalhamento das ciências historico-líricas e no enriquecimento dos audiovisuais de charme. Apanhada um dia a rezar o terço às escondidas e de cócoras na sacristia sombria duma abadia escocesa, foi imediatamente desconsiderada e mesmo ostracizada pelos seus pares, que nem se apiedaram com o ataque de espirros que a surpreendeu quando lhe saltou para o olho uma traça que vivia entalada no meio de dois hieróglifos que fornicavam apocrifamente entre os fólios 68 e 70. Não fora o toys r’us se ter interessado pelo seu trabalho científico e desenvolvido um baralho de cartas - especialmente destinado para paciências -inspirado nas seitas gnósticas dos cainitas, ofitas, naassenos e sethianos, que ainda hoje a boa da nossa papiróloga passaria o tempinho a traduzir Filastrios e Epifâ...
das crónicas "um homem nu só é bonito de costas" por uma faíza hayat
das fotografias "o caçador nem sempre é quem aponta a espingarda" pelo narrador sobre os homens da vida de lee miller
dos telejornais «eu não quero empatar ninguém» de um tal de Joe Berardo, comentando a sua compra de 30% da Sogrape
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allô?
No divã Sempre que me lembro de escrever o provérbio "a humildade precede a glória" (*) sai-me o primeiro substantivo sem éle o que me faz imediatamente pensar no aforismo popular "quem se deita com miúdos acorda molhado". O que nunca percebi foi o que tem um a ver com o outro. Se é que têm. (*) Bíblia (Provérbios, 18, 12)
Das exposições (suite) "encontrar [na exposição] «uma forma de olhar o passado» e de «apagá-lo» para «ver se [consigo] fazer algo de novo e melhor»" por um tal Martins mas sem as palavras de Raquel.
Das exposições «os títulos e as coisas tanto espelham como ocultam a sua razão de ser» de uma tal de Raquel a propósito dum tal de Martins.
Porque um presente se honra ao usá-lo: Go thy great way! The Stars thou meetst Are even as Thyself - For what are Stars but Asterisks To point a human Life? e se retribui: Speech is one symptom of Affection And Silence one - The perfectest communication Is heard of none - Exists and its endorsement Is had within - Behold, said the Apostle, Yet had not seen! Emily Dickinson, "1638" e "1681", in Poemas , Madrid, Catedra, 2000
das missas «Jesus não podia fazer milagres por causa da falta de fé dos homens da sua terra, por isso provocava-os» de um padre qualquer, duma igreja qualquer, numa baixa qualquer
das corridas 'não nos perdemos no nevoeiro da democracia, voltámos a de onde partimos em 1974: mulheres, cavalos, toiros, fátima, fado e futebol', ouvido ontem de uma espectadora numa tourada à portuguesa
da telefonia «o medo é mais democrático que o amor» de uma inês e uma anabela numa tal de 'Radar'
das telenovelas (suite) "de uma coisa a amante de um homem casado pode estar certa: o gajo é um aldrabão", de uma conversa com uma tal Célia Vasconcelos em Tempo de Viver
das telenovelas «sejam velhos e limitados mas não abusem» de uma tal de ‘maria laurinda’
dos blogues - «é verdade que Carlos Leone (…) está de momento em pousio» um tal de Eduardo Pitta no ‘ da literatura ’ - «não me acho de pousio» um tal de CLeone no ‘ esplanar ’ - «Estar de pousio significa estar afastado» do referido Eduardo Pitta no ‘da literatura’
Legendagem: Onde se lê "posts minimalíticos" suponho que deva ler-se "posts nanocaliméricos".
Pistas para uma nova ordem mundial Senhora de Lourdes 1 – Senhora do Caravagio 0 (inside technical information: assim, com posts minimalíticos, o risco de me andar a repetir é inferior; talvez não seja pior, não)
Tenho boas notícias...Luís de Camões voltou! Vejam com os vossos próprios olhos... http://www.youtube.com/watch?v=GV_-clplFis
O mundo tem vindo, e continuará, tudo aponta, a construir-se peri-marxista e airosamente por entre a luta entre contrários, procurando distrair-se do real (ou virtual, é bom deixar todas as hipóteses em aberto) conflito que o homem leva consigo próprio (evitei criteriosa e filosoficamente a palavra ‘alienação’). Hoje o dicionário não ilustrado , vai directo às grandes clivagens que ajudaram o mundo a tornar-se mais telegénico do que a Teresa Guilherme, ou o Goucha ou mesmo as partes baixas do Ricardo Carvalho. (entradas 1211 a 1219) Indivíduo / Estado – Conflito clássico, no qual radica o entretenimento de muito boa gente desde taxistas a liberais encartados; em regra qualquer indivíduo que se preze diz cobras e lagartos do Estado e qualquer Estado consciencioso faz de pântano para servir de melhor habitat às ditas espécies. Crítico /artista – Representativo do eterno conflito entre os que não sabem fazer mais nada e os que não têm mais nada para fazer Mulher /homem – Conflito que se b...
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Mission accomplished Jasper Johns (1967-69). Target. Óleo, colagem e transfer sobre tela. 152 X 152 cm. Wien, MuMOK.
Cadelinhas à Bolhão Pato Ingredientes: 2 kg de cadelinhas, alhos q.b., 1 ramo de coentros, limão a gosto, 3 colheres de sopa de azeite, diversos Modo de preparar: Descasque os alhos e corte-os em rodelinhas (tipo post mas dos minimalistas). Limpe e pique os coentros (tenha cuidado e não se deixe iludir pela data escrita no pacote). Ponha os alhos ao lume com o azeite, num tacho grande e deixe a alourar ligeiramente (como se fossem madeixas mal feitas), mexendo sempre. Junte as cadelinhas ao preparado (se gritarem não se espante, é normal e não histeria como possa chegar a pensar), a seguir os coentros e tape. Pode ir abanando de vez em quando (se bem que não adiante muito). Quando as amêijoas estiverem abertas (é fácil e rápido, basta que as gabe com algum despudor) regue com o sumo de limão (e aproveite para vê-las retrairem-se de raiva). Sirva logo que possível (mas tendo em atenção a melhor hora para entrar nos frescos) enfeitando com o que lhe vier à rede nessa altura (deixe-se de ...
Smsantologia C'était un temps béni nous étions sur les plages Va-t'en de bon matin pieds nus et sans chapeau Et vite comme va la langue d'un crapaud L'amour blessait ao coeur les fous comme les sages (...) Appolinaire, "Les Saisons" ( Calligrammes , Gallimard, pg. 104)
Salvação nacional – desenvolvimento Acabadinho de chegar a Portugal no andor , o nosso Scolari toma logo conta dossier GM-Azambuja e sai de imediato a primeira medida radical e de forte impacto : tudo a tirar as bandeirinhas de Portugal e a substitui-las pelas amarelinhas da Opel. De seguida, e para que a sombra da nossa história não perturbe a energia positiva, a terrinha de Salazar muda logo de nome para Sto Combo Dão, passando o referido modelo a ficar devidamente abençoado (e a inspirar uma zona demarcada), e como as instituições têm de dar o exemplo, à frente da Procuradoria ficará um provectrador ( de preferência que venha um novo sem capachinho para poder ser cabriolet); mas as decisões terão de ser rápidas, cirurgicas e abrangentes: os taxistas trocam os Mercedes por Astras com MP3 a tocar o roberto leal e terços em madrepérola, os chulos passam a andar todos de Opel Tigra e os coleccionadores de relíquias vendem os Bentleys e os Morgans e compram Opeles Kadetts bordeaux com ...
Comunhão dos Santos (versão globalização light) Parece-me claro que se o Scolari estivesse à frente da GM da Azambuja aquela merda nunca iria para Saragoza