Aquecimento para os Manjericos #5 Cansei a vida / (...) à força de ambição e nostalgia, (...) /e fui-me (...) no grande rastro fulvo que me ardia. (...). Endureci de tédio, (...) nada me vive, (...) / fartam-me até as coisas que não tive. Prosaclite com corruptela de ‘ Além-Tédio ’’ de Mário de Sá Carneiro
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Aquecimento para os Manjericos #3 O teu rosto inclinado pelo vento; / (...) a feroz brancura das mãos (...) irresponsáveis. / (...) O triunfo cruel das tuas pernas (...) em repouso;/ (...) a boca sossegada onde apetece / (...) simplesmente ser (...) o peso duma flor; / as palavras mordendo a solidão. / (...) A única razão. Um pouco mais de sol – eu era brasa, / um pouco mais de azul – eu era além. Prosaclite com corruptela & fusão de ‘ Litania ’ de Eugénio de Andrade e ‘ Quase ’ de Mário de Sá Carneiro
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Aquecimento para os manjericos Olho em volta. (…) / Só para mim as ânsias se diluem / e não possuo mesmo quando enlaço. (…) Toda sem véus (…) / sob o meu corpo (…) transbordada, / nem mesmo assim (…) eu a teria. (…) Falta-me egoísmo pra ascender ao céu, / falta-me unção pra me afundar no lodo. (…) Serei um emigrado doutro mundo /que nem na dor posso encontrar-me? Prosaclite com corruptela do poema ‘ Como eu não possuo’ de Mário de Sá Carneiro