Berilos, Turmalinas & Volframatos.
Giacomo Piolini sentia-se, e consequentemente, no caso, considerava-se, um artista. Contudo, não apresentava talentos para render na vasta amálgama das designadas artes consagradas (uma espécie de estados religiosos aplicados à arte), daquelas em que não era preciso apresentar resultados explícitos para um artista se sentir realizado ('sentir-se realizado' é a 5ª essência da natureza humana, e a 1ª essência da natureza artística a par do Kunstschaffende Gedanke , já se sabe). Ora se é do acordo comum que um bom escritor não precisa de ser lido, um bom realizador não precisa de ver os seus filmes todos apipocados nas salas de cinema, um bom escultor não precisa de ver as suas obras a servirem de pisa-papéis, um bom pintor não precisa de vender os seus quadros ao Berardo, um bom actor de teatro não precisa de trepar às paredes como a beatriz batarda, and so on, and so on, Giacomo descobriu então que: se também se assumisse como um artista-do-negócio, poderia perfeitamente realiza...