Tudo já foi escrito sobre o poder. Afrodisíaco, Corruptor, Fascinante, Alienante, Funcionário, Solitário, Carismático, Circunstancial. Todos já o experimentaram e experimentam, seja ele mais explícito, mais exposto, ou mais silencioso ou camuflado; seja ele magnânimo e empolgante ou, pelo contrário, mesmo decadente ou desesperado. Muitos não sabem viver sem ele, e transportam-no como um paramento, outros até se sentem incomodados quando ele se lhes depara, como que vestindo um casaco muito apertado. Uma coisa é certa: o poder, em variadas circunstâncias, deixa as pessoas a viver em função dele, e retira delas - em simultâneo - o melhor e o pior. Poucas coisas têm essa influência nas pessoas. Nietzsche, quando nos seus fragmentos dispersos sobre o modelo dionísico do homem completo e superado, escrevia que o «homem não sucumbia sob as contradições» e que, por isso, devia seguir o exemplo ‘grego’ de integração de todos os seus instintos, sentimentos, conhecimentos, mitos, vontades, hábit...