Liberdade, Fraternidade e outros hades.
Ainda uma comemoração centenária está a sair do lume e já nos vão entrar por casa as bodas d’oiro da soixante-huitadela na qual o povo se casou com os direitos fundamentais. A melhor coisa para nos excitar os nervos são os direitos fundamentais. Um direito secundário em geral acalma-nos. Não investimos muito nele, pode perfeitamente surgir duma conversa ao almoço e não durar até ao jantar. Deveríamos dar muito mais atenção aos direitos secundários, tanto mais que ninguém se arrepia se desistirmos deles. Eu aposto muito em tudo o que se possa abandonar. Sendo que não aprecio ser eu o abandonado. Mas por vezes acontece. É um direito secundário que assiste a quem nos abandona. E se arremessamos logo com um direito fundamental para nos defendermos acabamos com a clássica carga de nervos. Por mais que seja fundamental a liberdade temos de reconhecer que nos traz muitas maçadas. Ao nível das que traz a igualdade, é fácil de constatar. Defendemo-las, assim, por uma questão de prestíg...