[5] Deuteronómio
Haverá algo intermédio entre a bênção e a maldição? Este é o primeiro dilema do homem depois de ter a suspeita de que existe um Deus que possui algo que aproximamos a sentimentos, valores e justiça. O homem foi-se construindo como um mamífero de compromissos. Desde que descobriu que o mal absoluto é algo que não está ao seu alcance tenta gerir a existência como um bem menor - andando de coligação em coligação. Deverá Deus fazer um pacto com os Homens – era a questão que estava na ordem do dia. Não bastava a Natureza e seria preciso a Lei? No Céu desconhecia-se o significado da Lei até o homem ter andado de êxodo em êxodo, de exilio em exilio, de escravidão em escravidão, de rebelião em rebelião. Ou seja, o homem, antes que Deus pestanejasse, já O tinha tentado esquecer. Haverá então algo intermédio entre a bênção e a maldição? Assim algo como ser viúvo sem nunca ter casado, ser órfão sem nunca ter sido filho? Ser ladrão sem nunca ter roubado? Ser perdoado sem nunca ter o...