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Mas para não pensarem que o post anterior não se baseava em fundamentos teóricos de alto gabarito, aqui têm: «cidades de betão, uma democracia burocrática, uma falta de dinamismo, um pessimismo miserável e ironias insípidas. Pode acontecer que tenhamos de aguentar ainda mais tempo este «espírito». É uma mentalidade que nem sequer é já decadente, que não se pode ser decadente porque não a precedeu nenhuma elevação de onde tivesse caído.» já há dezanove anos, do slot, Sloterdijk para os amigos, aquela máquina.
Apichatpong Weerasethakul Vem no umblogsobrekleist . Parece que é um realizador Tailandês que «tarda em estrear». Eu penso que um nome assim vale mais que mil imagens. E ainda mais por estrear. Sloterdijk, duraste dois posts.
Procuro apenas uma nota de pé de página de Hume para explicar esta época da lagartada. (1) «Os indivíduos que filosofam actualmente têm de, antes de mais nada, e ainda que queiram articular estados místicos em sua causa, aprender a falar sobriamente sobre o êxtase, isto é, a levar adiante uma biologia dos estados excepcionais no âmbito de uma física geral do conhecimento» , Sloter, Sloterdijk para a malta amiga, pg 79 Adozinda da Silva foi uma filósofa portuguesa dos finais do sec xviii que, ou por ser mulher ou por ser Adozinda, viu relegada para o esquecimento a sua original teoria dos estados excepcionais. Influenciada por um obscuro pensador francês de nome Phillipe Chartres - ostracizado pelos seus pares porque nascera em Reims – que introduzira o tema da pulsão do êxtase quando Decartes tinha começado a fazer furor com o seu racionalismo filigranado, Adozinda incorporou na seu pensamento a ideia de que todos somos seres de excepção, mas, como somos muitos, a excepção torna-se mu...
Mas Adozinda Cruz já me parece um bom nome Aqui para nós, não me cativa especialmente o que as pessoas pensam em concreto, e é até muitas vezes um critério bastante mais fiável para mim se os nomes delas caiem bem na verdadeira dinâmica da vida, que é a dinâmica do paleio, ou se me põem a língua em risco de ficar presa com alguma cãibra; é aliás essa a especial razão do fraco sucesso que fazem os Nietzsches e os Kierkegaardes, por exemplo, e da pouca influência que qualquer um deles tem, efectivamente, no coração dos homens, algo que está bem patente no facto de não se lhes ter sido dedicado nenhum prato de bacalhau, bem diferente do que aconteceu, por exemplo, com o Mr. Brás ou o Mr Pipo. Ora foi esta regra básica de bom senso que sempre me afastou dum tal de Sloterdijk, mas tenho de reconhecer que um momento de fraqueza me fez recentemente tomar contacto com essa figura, e não foi em nenhuma salada, nem num molho de barbeque: foi mesmo num cabrão dum livro. Comprado ao calhas e lido ...