Querem fazer o favor de assobiar (*) À semelhança de pintores, patés, blogs, after shaves e marcas de lingerie existem muitos escritores sobreavaliados. Raymond Carver é um dos casos mais paradigmáticos. Diz-se que inventa ambientes como se estivéssemos a falar dum hemofílico a lamber uma ferida; pois eu cá vou mas é finalmente entregar todos os livros que tenho dele à obra do padre Américo, algo que já venho a adiar desde que o lobo antunes começou a escrever livros que nem um neurónio art deco enfiado numa massa encefalica manuelina. Desconfiem sempre de gajos que só estão bem com os mundos criados pela cabeça deles, pois nenhuma cabeça está à altura duma salada de búzios, ou duns profiteroles. Aliás, o verdadeiro teste dum escritor é vê-lo a descrever uma receita de cozinha; não é uma foda, nem um pôr do sol, nem uma pilha de nervos, nem uma ida à pesca, nem uma senhora a passear com um cão, não, isso qualquer tcheckov fazia no intervalo de duas radiografias aos pulmões, vão por mi...
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