‘So long’ (mas também se um blog não serve para isto serve para quê?) A primeira vez que estive com João Paulo II foi em Roma em 1980. Nessa altura vivia-se ainda um ambiente de novidade, recheado de sinais duma fé – que até parecia diferente - viril e piedosa ao mesmo tempo, dum papa que fazia ski, falava do comunismo sem travões, rezava a Nossa Senhora ora como um menino ora como um teólogo austero, e gostava de dar a cara dizendo até o que lhe iria no coração. Inesperadamente encontrei-me nessa altura com um grupo não muito grande, numa audiência improvisada para rapaziada ávida de estar com esse Papa que parecia tão perto de nós e ao mesmo tempo tão lá ‘longe’ ao pé d’Ele. Ao meu lado nesse momento, recordo-me, estava um brasileiro, recém convertido, meio esgazeado, daqueles que nos fazem exercitar logo a inveja porque o imaginávamos a descobrir Deus entre duas miúdas no Leblon e uma descida em parapente pelo morro do corcovado, intervalando as avé marias com umas caipirinhas:«ora ...
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