Aquecimento para os manjericos #2 Num sonho todo feito de incerteza,/ (...) é que eu vi teu olhar (...) / Não era o vulgar brilho da beleza, / nem o ardor banal da mocidade.../ Era outra luz, era outra suavidade. / Uma ventura /feita só (...) da ternura. (...) / Ó visão, (...) / fita-me assim calada (...) / e deixa-me sonhar. Prosaclite com corruptela do poema de Antero de Quental, ' Virgem Santíssima '.
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Apenas tratando dos canteiros do quintal. Sempre varrendo para o quintal do vizinho. “ E como pessimista e filósofo nebuloso o arrumaram, ele que é a própria imagem da vida activa, da juventude, do inconformismo, da provocação, da coragem – qualidades incómodas – que é preferível deixar no esquecimento por troca com o poeta amargurado, que ele também foi, mas inofensivo, um entre tantos, neste pais de poetas, com um lugarzinho garantido nos compêndios escolares e na cultura geral” de Ana Maria Almeida Martins no prefácio aos Sonetos de Antero de Quental. O sonho de alguns escrevedores de profissão é serem catalogados numa das duas extremidades da fama: Ou “visionário-acutilantes”, ou “lírico-decadentes”. E a poesia é muitas vezes um mero refúgio ou estratagema. Disfarçada de encantamento. Balelas que, a maior parte das vezes, nem sequer ocupam a largura da folha, quanto mais a largura da alma. Quanto mais envenenarem o mundo. Às vezes só mesmo uma "informed guess"- “person” ...