We are the world
Jamais este blog poderia ficar indiferente aos avanços da Esmeraldísica, a ciência que estuda os ‘supremos interesses das crianças’. O dicionário não ilustrado (1303 a 1311 ) faz então hoje a categorização essencial, numa espécie de aristotelismo da paternidade. Reims, pormenor da Catedral de Pais biológicos – somos óbvios elos duma cadeia de esperma, que delicadamente apelidamos de sangue, e, mesmo que nalguns casos se tenham intrometido o leiteiro ou o homem da tv cabo, afinal todos nos apresentamos banhados por um qualquer óleo de linhagem. O que pouparmos no adn acabamos por gastar na graxa. Pais afectivos – a noção de sentimento é muito importante para a espécie, e sem ele poderíamos resumir-nos a um cocktail de azias e flatulências. Uns pais que se sentem são condição para que o imprescindível e estruturante remorso futuro esteja garantido. Pais adoptivos – Sabermo-nos filhos também duma verdadeira vontade burocrática e não apenas duma mera tesão deveria engrandecer o nosso cará...