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A mostrar mensagens de janeiro, 2015

Fazer das tsipras coração

Angela M. – Ó Wolfgang, já viste esta coisa na Grécia?! E agora o que fazemos? Invadimos? Wolfgang S. – Não, isso dá muita despesa, se calhar o melhor é matá-los à fome Angela M. – Isso agora já não vai dar, acho que eles aumentaram às escondidas as reservas de iogurte e pistachio e aguentam-se uns 6 meses Wolfgang S. – Então e se os deixarmos às escuras? Angela M. – Isso também não vai dar muito efeito porque de dia continuam a ver Wolfgang S. – Porra, e se oferecermos um Audi ao Tsipskas, ou Tresipas, ou Tskepsikas, ó lá como o gajo se chama, parece nome de comida estragada para gatos... Angela M. – Bem, podias começar com um WV Polo e depois logo se via a reação Wolfgang S. – Se calhar o gajo vai desconfiar que o estamos a tentar comprar… e ainda fica mais irritado Angela M. – E se pedirmos aos turcos para os foderem por trás?... Wolfgang S. – Credo, Angela, que bruta!, eles como estão já nem sentem nada… e isso era coisa para a Stasi, ...

never surrender

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Terrorismo de expressão

Quando Saramago quis escandalizar com o anúncio de que a Biblia mostrava um Deus cruel, vingativo, no fundo, má pessoa, confesso que fiquei, vá, pensativo. Poderia alguma coisa me ter passado ao lado, ou até ter interpretado mal, ou até, levado por uma visão demasiado poética, ter andado bêbedo de tanta parábola. Felizmente apoquentado por outros afazeres não pude ficar a pensar muito e, seguindo uma regra básica de qualquer alma sã: caguei no assunto. Noutro dia, tentando evitar que este blog anestesiasse demasiado, abri o blogger, escrevi e depois apaguei o seguinte post: Desmaker Consulting Group Procuram-se arruaceiros com boa apresentação e vacinas em dia para destruir redação de revista em quebra de tiragem. Fornecem-se fulminantes e bisnagas. No fundo, sentia falta de Saramago, daquele ateísmo ingénuo e combativo que, sob uma capa ideológica e literária, insultava a crença aproximando os crentes de Deus. Podíamos gozar com ele, claro, mas seríamos incapazes ...

Declaração Universal dos Deleites Humanos

Considerando que o desconhecimento e o desprezo pelos deleites do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade, proclamamos: Qualquer ser humano tem direito a uma mediocridade digna. Todos são iguais perante o desprezo do Bem Comum pelo bem particular e ninguém deve ser arbitrariamente amado. Todos têm o direito de ser abandonados por aqueles que amam, e todos os que foram acusados de fiéis e bananas se presumem de marialvas até que fique provada a sua estúpida fidelidade. Toda a pessoa tem o direito de se considerar única e toda a pessoa tem o direito de se sentir apenas mais um. Toda a pessoa tem o direito de nada acrescentar ao mundo e de nada lhe poder ser reclamado em caso de juízo final imprevisto. Todos têm o direito de não sentir remorsos por recusar dar uma esmola, todos têm o direito de se deleitar com talentos recebidos sem nada ter feito para a sua posse. Todos têm o direito de ser enganados sem saber, e todos têm o di...