os três porquinhos
A loba Merkalina chegou justiceira à borda da floresta e viu a casota do porquinho Calotondreos acabada de construir em palhinha do Pireu colada com leite fermentado. Encheu os fartos peitos de ar e metade da palha voou pelas espumas do Egeu, pondo Calotondreos a correr de alívio pelos montes abaixo porque já estava farto de palha. Na louca perseguição que se seguiu, a loba Merkalina encontra a cabana que o porquinho Gaspar tinha conseguido construir à pressa com corticite embebida em baba de caracol. Saca imediatamente do seu famoso fôlego do Reno e, num ápice, a corticite vira torresmo pondo Gaspar e Calontondreos, que entretanto aí se tinha refugiado para passar o são martinho, a correr desvairados pela pradaria a caminho dum cadafalso com revestimento a sumaúma. Eis quando já quase sufocada pelos calores das acelerações a loba Merkalina dá de focinho numa casota em bela alvenaria da Provence, cores cálidas e arvoredo em redor, como que saída duma cezanneada ao entarde...