Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2013

mulheres acima das nossas possiblidades II

Imagem
  catarina medici

Aero-remodelismo

Raul Bilirrubina, o famoso escritor de utopias literárias , nas quais usava o pseudónimo de Cardoso Cuco Castelo, aquando da apresentação do seu último livro disse que se iria dedicar à politica. A audiência primeiro pensou que se trataria duma blague para chamar a atenção, mas rapidamente percebeu que representava uma decisão séria. Ao se ter criado um ambiente de alguma surpresa, Cardoso Cuco Castelo, ou melhor Raul Bilirrubina, achou por bem dar mais detalhes sobre o que iria fazer. E eis que revela algo ainda mais inesperado: tinha sido convidado para Ministro das Florestas e preparava-se para aceitar. Não podemos tomar a árvore pela floresta, relembrou, e como ele ficaria com o pelouro da floresta teria ocasião de olhar para todos os outros e dizer-lhes: «vocês só estão a ver a árvore, deixem comigo que eu vejo a floresta» A audiência saltava de estupefacção em estupefacção, apesar de não terem chegado a ficar estupefacientes, e agora já nem sabiam se deviam considerar a...

mulheres acima das nossas possibilidades I

Imagem
hilary mantel 

Uma república acima das nossas possibilidades

D. Duarte Pio – Isabelinha, minha querida, se calhar está na altura de fazermos um golpe de estado D. Isabel – Senhor, acho que não tenho nada que vestir para uma ocasião dessas D. Duarte Pio – No estado em que isto está o mais ajustado é um fato-macaco D. Isabel – Querido, chamam-se jardineiras e já não me servem desde que entrámos para a moeda única D. Duarte Pio – Tudo te fica bem, minha rainha, desde que não ponhas uma saia muito travada, pois podemos precisar de correr, por mim tudo bem D. Isabel – Senhor, já mostras a magnanimidade dos grandes estadistas… D. Duarte Pio – Achas que depois devemos manter o menino passos coelho e os outros como ministros do reino? D. Isabel – Credo, Senhor, antes chamar a padeira de Aljubarrota e juntá-la com o Miguel de Vasconcelos D. Duarte Pio – Então e exilamo-los para onde? D. Isabel – Há aquela ilha das cagarras …. D. Duarte Pio – Mas essa já está reservada para o senhor doutor anibal…e se lhes pusermos ta...

Uma salvação acima das nossas possibilidades

Baptista da Silva – olha lá, achas que está na altura de dar mais alguma entrevista? Capitão Roby – eu noutro dia comi uma gaja que é pivot e meto-te na boa numa mesa redonda Baptista da Silva – desta vez tinha pensado em dizer que era observador por parte do kremlin Capitão roby – tem cuidado que eu uma vez comi uma ucraniana com tranças mas fiquei ulcerado no estômago, julgo que estava contaminada Baptista da Silva – sim, tens razão, se calhar opto por dizer que sou fiscal d’excel Capitão roby – por acaso noutro dia comi uma miúda em cima dum power point e ela disse-me que eu tinha um outlook fatal Baptista da Silva – olha, estou a pensar apresentar um estudo que demonstra que há uma correlação directa entre a austeridade e a austeridade Capitão roby – isso lembra-me uma vez em que eu andava a comer umas gémeas que também trabalhavam em correlação Baptista da silva – a libido e a economia andam muito ligados… Captão roby – não me digas…o mais ...

Uma democracia acima das nossas possibilidades

PSD – então rapazes, vamos lá fingir que chegamos a um acordo qualquer sobre qualquer coisa com um objectivo   qualquer CDS – bem, eu já paguei o meu preço de reputação…, agora é a vossa vez PS – queridos, eu só preciso de ir aguentando isto até às novas eleições, vocês já sabem… PSD – primeiro temos de escolher um tema para estarmos de acordo… CDS – podíamos escrever um texto sobre a cereja do fundão…. PS – é pá, também é chato dar cabo da reputação da cereja… PSD – olhem, e se disséssemos que nos tínhamos reunido em boliqueime e isto ficava como o os ‘acordos de boliqueime’, desarmávamos o gajo… CDS – pois, pois, e falávamos das amendoeiras em flor e assim… PS – e vocês levavam a mal se intercalássemos uns versos do Manuel Alegre? PSD – por mim tudo bem desde que eu ainda vá lanchar a casa… CDS – e eu com isto já perdi a missa do meio-dia… PS – a democracia tem um preço… PSD – acham que 3 páginas chegam? CDS – se calhar devíam...

Um presidente acima das nossas possibilidades

M. – Filho, desta vez vais mostrar que és um homem, ou quê!? A. – filha, estamos quase em férias…deixa lá isto passar… M. – Nem penses! Ainda te chamam banana! A. – mas ó filha, eu tinha prometido aos nossos netinhos que ia jogar com eles ao sete e meio para o Algarve! M. – Eu levo os miúdos para baixo e tu ficas cá para mostrar que existes! A. – mas eu existo… M. – Tu não existes, filho, fora dos programas de comédia não existes, desta vez vais ter mesmo de fazer alguma coisa para te fazeres presidente existente! A. – achas que se eu fizer outro discurso sobre o estatuto político dos Açores estará bem? M. – Ó filho, tu atreve-te! Tu agora vais ter mesmo de deixá-los à toa! Não me interessa nada do que vais dizer, eles têm é de ficar: à toa. A. – então…mas só se eu disser que aceito o Portas mas só se ele fizer um corte de cabelo igual do Nuno Melo… M. – Não dá, filho, ele ainda compra um capachinho e safa-se, tens de ser mais incisivo, raio! S...

Acabaram as gaspadinhas venha a lotaria popular

Pouco ou nada tenho escrito sobre a chamada realidade realmente real (tirando uns dispersos da vie au tanga, au bailout e au rachat) pois, como seria expectável, irei daqui a uns tempos escrever os textos que serão definitivos sobre o tema e preciso de manter o meu estatuto técnico de espectador distante - pois não tenho perfil churchilizável. Contudo, apenas uma doença de índole hemorroidal aguda e em fase eruptiva me impediria de sentar aqui neste momento e declarar que, dois pontos: se por mero acaso, ou leviandade de punho, voltarmos a eleger um tal engenheiro técnico pós-graduado em velhas oportunidades, nem que seja para tesoureiro numa junta de freguesia, é porque somos uns tais de gajos que merecemos ser confiscados de todos os depósitos acima de qualquer valor.