A Nirvanária de Lhasa Joacir Suleim era já a maior revelação do tele-evangelismo da última década. A sua seita tinha nascido em plena cidade de S. Paulo, no seio dum grupo de descendentes de japoneses descontentes com o culto baptista local, que os descriminava em relação aos descendentes de escravos africanos, porque estes cantavam e dançavam melhor, e tinha alcançado uma forte expansão alicerçada em programas de rádio e televisão animados por recreações de cenas evangélicas em que Jesus aparecia sempre acompanhado de miúdas tailandesas giras e cujo jingle do genérico ‘Quem quer jogar a primeira pedra?’ foi um estrondoso sucesso, tendo vendido mais de 3 milhões de cópias, e posto meia América do Sul a cantar o refrão: ‘se você não sabe o que é o pecado / coma só o arroz e bote o filete de lado’. No entanto, outra das razões do seu sucesso foi ter prescindido do clássico dízimo e apenas exigir 7% aos seus prosélitos, que podiam assim gastar os restantes 3% no jogo do bicho, desde que 5...
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A mostrar mensagens de março, 2008
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Ora, Pascoela Apichatpong de Antunes era motorista de táxi em Londres e nas horas vagas um sobredotado neuro-fisio-pato-químico; filho de mãe indiana e de pai incógnito, (mas de cópula registada na bomba nº3 da estação de Antuã, na categoria sem chumbo) só gostava de carros com mudanças automáticas e não aceitava gorjetas porque ia contra a sua religião, que ninguém conhecia, mas que passava por rituais bem determinados com uma máquina de calcular, semelhantes à recitação madrassânica do Corão só que sem tanta exigência para as costas, designadamente vértebras nº4 e 5. Apichatpong tinha durante anos passado as suas horas vagas, incluindo semáforos com o sinal encarnado, no aprofundamento duma teoria da área das neurociências que concluía ser o cérebro humano muito mais indicado para produzir sentimentos, da mais variada índole, do que propriamente para assimilar, elaborar e reproduzir conhecimento. Assim, com o advento das tecnologias cibernéticas de última geração, estas deveriam serv...
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Cantinho da lágrima #1 Há muitos, muitos, anos que a minha mãe, quando se despede de mim, quer seja por telefone quer seja mesmo pessoalmente, me diz sempre: «que Deus te abençoe meu filho». Claro que uma vez ou outra, por força das circunstâncias, pressa ou distracção, mas muito, muito, raramente, não o diz. Noutro dia dei por mim a sentir essa falta. Confirma-se assim que, como em tantas coisas da vida, sentir a ausência tem mais força do que as mais bem intencionadas demonstrações da existência.
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Nota técnica sem interlúdio musical Vinha aqui apenas comunicar para os devidos efeitos que se tivesse 15 anos e se estivesse numa aula de francês e se uma colega minha semi-gorda estivesse aos berros com uma professora enfezada lutando pela posse de um telemóvel e com todo o pessoall aos berros e gajas gordas a saltar por todo o lado e tivesse um telemóvel que filmasse, atenção: eu filmava; tudo; e pedia às gajas gordas para me saírem da frente. E se calhar até dizia fodasse; umas três ou quatro vezes.
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Procuro apenas uma nota de pé de página de Hume para explicar esta época da lagartada. (1) «Os indivíduos que filosofam actualmente têm de, antes de mais nada, e ainda que queiram articular estados místicos em sua causa, aprender a falar sobriamente sobre o êxtase, isto é, a levar adiante uma biologia dos estados excepcionais no âmbito de uma física geral do conhecimento» , Sloter, Sloterdijk para a malta amiga, pg 79 Adozinda da Silva foi uma filósofa portuguesa dos finais do sec xviii que, ou por ser mulher ou por ser Adozinda, viu relegada para o esquecimento a sua original teoria dos estados excepcionais. Influenciada por um obscuro pensador francês de nome Phillipe Chartres - ostracizado pelos seus pares porque nascera em Reims – que introduzira o tema da pulsão do êxtase quando Decartes tinha começado a fazer furor com o seu racionalismo filigranado, Adozinda incorporou na seu pensamento a ideia de que todos somos seres de excepção, mas, como somos muitos, a excepção torna-se mu...
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Mas Adozinda Cruz já me parece um bom nome Aqui para nós, não me cativa especialmente o que as pessoas pensam em concreto, e é até muitas vezes um critério bastante mais fiável para mim se os nomes delas caiem bem na verdadeira dinâmica da vida, que é a dinâmica do paleio, ou se me põem a língua em risco de ficar presa com alguma cãibra; é aliás essa a especial razão do fraco sucesso que fazem os Nietzsches e os Kierkegaardes, por exemplo, e da pouca influência que qualquer um deles tem, efectivamente, no coração dos homens, algo que está bem patente no facto de não se lhes ter sido dedicado nenhum prato de bacalhau, bem diferente do que aconteceu, por exemplo, com o Mr. Brás ou o Mr Pipo. Ora foi esta regra básica de bom senso que sempre me afastou dum tal de Sloterdijk, mas tenho de reconhecer que um momento de fraqueza me fez recentemente tomar contacto com essa figura, e não foi em nenhuma salada, nem num molho de barbeque: foi mesmo num cabrão dum livro. Comprado ao calhas e lido ...
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Quase 1600 anos antes de Shakespeare pôr Hamlet a falar com um fantasma, e mais de 1800 anos antes de Dostoievski ter posto Raskolnikov a matar a velha Em Jerusalém, numa sala especialmente preparada para ser pintada uns anos depois por pintores renascentistas, «sabendo Jesus que o Pai depositara nas Suas mãos todas as coisas e que havia saído de Deus e ia para Deus, levantou-se da mesa, tirou as vestes e, tomando uma toalha, colocou-a à cinta. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha. Simão Pedro - Tu vais lavar-me os pés? Jesus - O que eu faço, tu não podes entendê-lo agora, mas hás-de sabê-lo depois. Simão Pedro - Nunca me lavarás os pés Jesus - Se Eu não te lavar não terás parte comigo Simão Pedro - Senhor, não só os pés, mas também as mãos e a cabeça Jesus - Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos. Depois de lhes lavar os pés e de retomar as s...
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Resmoneias bem mas não me filáucias A reportagem anterior sobre o caso do tráfego ilegal de inconscientes ficaria indesculpavelmente incompleta sem o relato dum inesperado cruzamento de vidas que se viria a revelar dramático, se não mesmo praticamente shakespiroso. A troca de perspectivas entre a arq. Flávia e o sr Calisto corria de tal forma animada que este chegou a pensar em montar um negócio de lavandarias panorâmicas ali na encosta de Alhandra virada a Sul; mas o que não estava nos cálculos do Sr Calisto é que Gasparzinho (o estofador que debutou no rebentar de águas desta reportagem) para terapêutica contra o golpe que a dra Ludovina lhe tinha desferido, passou a fazer uns biscates para gabinetes de arquitectura que diversificavam no cluster da decoração de interiores. Não será por isso com estranheza que os meus estimados ouvintes – se encostarem o ouvido ao ecran vão notar um barulhinho: sou eu – acolherão a notícia de que Gasparzinho em pouco tempo passou a tratar da moldagem ...
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Quem filáucia sempre resmoneia O sr Calisto entristeceu-se quando percebeu que tinha sido usado pela doutora Ludovina. A sua ignorância etimológica não lhe permitiu detectar no nome dela essa vertigem para a brincadeira, e confiou-lhe abertamente as suas pulsões, complexos, recalcamentos e outras azias d’ego, como quem deixa uma camisa amarrotada numa engomadaria. Quando ela lhe dizia ao ouvido «és o exemplar de homem que põe qualquer mulher que nem o tambor duma wirthpool» ele sentia-se ligeiramente incomodado, mas jamais suspeitou que, para além do corpo, a cabeça dele também estava ali a render. Acabou por se sentir vingado quando a viu frágil e hesitante em tribunal, defendendo-se da acusação de tráfego ilegal de subconscientes sob hipnose. O advogado dela era um tipo gordinho, bem falante, bem calçado, via-se que gostava de saber o chão que pisava, e via-se também que conhecia desse negócio de roubar consciências, babando constantemente as ausências de ‘prova material’ e os ‘nexos...
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Clímaxes quaresmais Os pachecos pereiras da bola dizem agora à boca cheia que os lagartos são um clube de resignados, um clube que perdeu a ambição e que se esconde no infortúnio dos Project finance, das mialgias e do Paratyismo. Paulo Bento será mesmo até o reflexo directo e mais perfeito dessa nossa imagem de derrotados: uns olhinhos húmidos a brilhar numa cara calimerosa, à qual uma lagriminha cairia melhor que num quadro de Murillo. Enfim, talhados para sofrer, destinados ao sacrifício, à dor, à injustiça e à incompreensão, a lagartada este ano tem decorado a preceito o altar desta imolação, e vem aperfeiçoando a vitimologia a níveis nunca antes experimentados, passeando-se na sua via crucis que nem uns josés de arimateias a tomar conta da banca das queijadinhas à beira do calvário sempre a queixar-se da falta de trocos. Mas muitos estarão esquecidos de que os lagartos se regem há bastante tempo pela máxima socrateana : «o que nos convence não é a força dos números, é a força da r...
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Juntar um pouco de filáucia e ripipilar bem por cima Senhor Calisto era o nome do descalcificador de máquinas Indesit referido na reportagem anterior. Começou a fazer psicanálise porque dizia sentir o corpo como um tambor em centrifugação e a doutora Ludovina vendo aí um caso com fortes potencialidades terapêuticas e, eventualmente, literárias, lá convenceu o homem a deslocar-se de Alhandra a S. João da Talha às terças e quintas depois da bucha. Doutora Ludovina – Então sr Calisto conte-me lá o que se lembra da sua infância. Sr. Calisto – O facto que mais me marcou foi quando assisti ao meu pai a abusar duma máquina de secar Candy e tudo com a minha mãe a ver enquanto segurava numa varinha mágica da Bosh. Doutora Ludovina – Humm… e a sra sua mãe lambia a vareta da varinha ou limitava-se a passar por água? Sr. Calisto – Se bem me recordo, aviou com ela uma coronhada no pescoço do meu pai, aliás foi a partir daí que ele teve de passar a reparar aspiradores porque não lhe exigiam tanto da...
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The man in his own bubble #n Como a reportagem anterior já deixaria antever, hoje debruçar-me-ei sobre o fenómeno da bolha hipnótica. Trata-se duma ocorrência cíclica em que franjas alargadas da sociedade, como que adormecidas e embaladas, são conduzidas por governantes com caras de armandos varas cruzados a vitalinos canas, que lhes vão fazendo olhinhos - distinguindo-se claramente do outro fenómeno bastante mais conhecido da ‘mão invisível’ porque esta não nos apalpa tanto – sem que as ditas franjas consigam esboçar qualquer tipo de reacção que não seja o famoso ar de basbaque luso, com entrada autónoma já a ser preparada para a tal nova enciclopédia da vida online e turbo. Esta bolha hipnótica desenvolve-se nos momentos em que a sociedade está mais absorta nas novas tecnologias, apresentando-se por isso a extremidade pós lombar com menor sensibilidade e permitindo assim que sejamos governados como quem nos colonoscopia, mas sem tanto espasmo. Ao contrário da bolha imobiliária, por e...
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Diz-me com quem calhandras dir-te-ei quem és Ludovina era o nome da psicanalista da reportagem dois posts infra ilustrada, tinha-me esquecido de dizer. Mulher de fino trato, apesar de nome rusticamente traiçoeiro, mostrava-se profissionalmente brincalhona e atrevida, fazendo suscitar nos inconscientes mais calcinados autênticas cascatas de sinceridade, pelo que acabou implicada numa famosa rede de hipnose ilegal. Esta rede tinha sido montada por um grupo de escritores que não tinha verbas para organizar correntes de escrita, e destinava-se a colocar em semi-transe cabeleireiras, taxistas, porteiras e canalizadores, no intuito de obterem enredos originais para os seus romances, sem necessidade de recurso a quaisquer justificações, plágios ou consultas à wikipédia. Foi assim criada uma bolsa hipnótica (não confundir com a bolha hipnótica em que vivemos espremidos pelas grandes forças furunculares do universo) onde os membros desta corrente se podiam abastecer mediante o depósito de uma p...
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‘No me pongas tan facil’ A capa do Expresso deste sábado dizia que «Sócrates dá tudo por Lurdes» o que, antes de tudo, me parece uma enormíssima desfeita para com Fátima, tanto mais que esta possui um santuário muito mais adaptado ao jogging, arte esta que é, como se sabe, a par do ladrilho sépia e da recuperação da cassete como arma política, o principal legado deste grande socialista da coincineração para as gerações vindouras. No entanto, o que me ressalta com mais clareza da audição – ontem – do debate entre Zapatero e Rajoy, e me enche de orgulho, é que o nosso Sócrates é muito melhor que o deles.
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Querido, ripipila-me aqui a filáucia e não resmoneies Garparzinho queixava-se de que nunca tinha encontrado uma mulher suficientemente vocacionada para os caprichos da carne. Assim tinha decidido tornar-se estofador para poder pelo menos apalpar enchumaços de espuma que lhe exigissem um cuidado e manutenção constante. Geralmente as clientes eram muito minuciosas na escolha do sentido do tecido e no centramento dos florões no espaldar da zona lombar, mas já se mostravam mais negligentes na escolha da rigidez e resiliência do material espumoso. Só que Gaspazinho sabia de vida feita que se fosse persistente e rigoroso neste capítulo haveria de aparecer uma freguesa que lhe desse o devido valor, rentabilizando-se assim finalmente os seus anos de investimento na técnica de afagar poliuretano expandido. E foi como de costume nas curvas do inesperado que se deu a guinada definitiva na sua carreira. Um bodoir em veludo grenat fazia toda a diferença numa psicanalista com consultório em são joã...
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Eu já o temia antecipadamente. O mais irritante que existe é uma coisa que era suposto irritar-nos acabar por não nos irritar convenientemente. Mário de Carvalho escreve este livro sabendo desde o início que ele vai ser uma trampice e, por isso, tirando uma ou outra utilização irritantezinha de palavrinhas tolas, não investe nem se desgasta nos artifícios de engracadice que são a sua marca de água. Procurando aplicar os segredos da profundeza da alma russa às relações entre irmão e irmã no madurez da vida, faz apenas um daqueles livros banais sobre «caos de crepitações, a chispar à deriva, num fundo tisnado de falhanços», polvilhado de algum sortido de palavreado fornecido pelos dicionários de sinónimos, do qual se aproveitam o ‘resmonear’ da página 15 ( que irei usar e abusar) e o ‘ripipilar' da página 169 (que já terei mais dificuldades porque tenho uma curvatura de palato muito acentuada, é boa para o assobio mas menos adequada ao ripipilo), se bem que o clássico ‘filáucia’ da p...
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Como seria previsível não consegui resistir a comprar imediatamente ‘ a sala magenta’ do mário de carvalho, escritor português da minha oficial irritação. Forçarei uma noitada para o ler, sendo certo que passarei ao amanhecer por ser um dos 12 ou 13 parvos que já terá lido o livro, mas, no meu triste caso, por irracional, mas absolutamente sã, casmurrice; espero que este desperdício de energias, e eventualmente graças, ao poder não ser aceite como sacrifício quaresmal – Deus nosso Senhor sabe distinguir o trigo do joio mesmo fora das parábolas – possa pelo menos pesar na balança da providência, e amanhã faça novamente a bola ressaltar na cabeça de Purovic, já de si possuidor duma técnica de torcicolo de fazer inveja a qualquer trivela. O primeiro parágrafo do livro – o mais longe a que cheguei neste momento, momento este em que me avisam está a dançar a clara pinto correia num programa de televisão – é já garante de muito tombo de cabeça pela noite fora, pois nesse único parágrafo de u...
Dizem que é um governo subprime
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Temos de reconhecer que foi preciso um ministro da agricultura de bigode para introduzir nos sofisticados meandros conceptuais da arte política em Portugal o conceito de ‘calote politico’. Um país que já tinha produzido ‘a tanga’ e ‘o oásis’ vê-se agora municiado de mais uma expressão de riquíssimo conteúdo programático. Portas, roído de inveja por ter ficado com a metonímia a meio e ter entregue de bandeja o artístico floreado ao ministro dos pousios, vai levar o assunto aos tribunais - que, como se sabe, estão aliviados - representado por Garcia Pereira, que nos últimos tempos tem perdido aos pontos, e em toda a linha, para os gatos fedorentos, estando a sua fama revolucionária já ao nível da do pedopsiclista eduardo sá junto das empresas de bronco-dilatadores. Portas deseja assim que lhe sejam conferidos pelo menos dois terços dos direitos de autor referentes à expressão e, inclusivamente, a possa usar sem restrições na suas próximas incursões de boné pelo país real, ou nas idas do ...