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power rangers
O poder é uma construção estritamente humana. Uma das grandes revoluções do cristianismo (leia-se: do património religio-cultural que decorre da vinda ao mundo de Deus feito homem ) é permitir que se olhe para um Deus omnipotente 'fora do poder', (o 'deus-poder' é propriedade intelectual do paganismo) ou seja, Deus como presença, caminho, salvação, e uma carrada de não despiciendos etceteras, (ou apenas 'verdade e vida' para utilizarmos uma fórmula mais poeticamente friendly) deixando para os césares a secção do economato. Num post do regressado dragonblog ele afirma que «o Poder vem sempre de alguma parte. Se não do «Alto e Sublime», então do baixo e desprezível. Se não conta a Palavra, passa a contar o número..» and so on, and so on. Ora na minha rudimentar forma de ver les choses: o poder nunca vem do «Alto e do Sublime», 'dasse!, 'o poder' é uma coisa do urbanismo da cidade dos homens, na cidade de deus só há aquilo que se pode sintetizar por ...
Nullum est vitium sine patrocinio
Então como é para o Dragão , vou mostrar o meu lado mais delicodoce, aquele lado que, ao ser olhado de esguelha poderá atingir o leitor com raios vindos do Poderíssimo Altíssimo, mas, ao ser observado de frente, poderá transformá-lo em pedrinhas da calçada pois todos temos o direito a sonhar com os poderes da medusa antes de nos cortarem os tom..., vá, a cabeça. Então o desafio, ai credo um desafio, é: como olhar para a fragilidade, para a fraqueza, a baixeza, o desprezível, a mediocridade humana aos olhos daquilo que o cristianismo iluminou, ou seja, do homem destapado, descoberto, pelo fenómeno historico-literário, mas real, da Redenção, e confrontá-lo com o Deus que Jesus também revelou em simultâneo. Escolherei a rota pelo termo 'fragilidade' porque é mais abrangente, eloquente, e suave, como o português; e tentando não repetir miudezas rudimentares. 1. a fragilidade como condição - O homem tem uma tendência irreprimível para se definir e para ajustar a sua definição à s...
Comentários
Beijinhos
Ainda bem que não foste pelo Zeca que ainda tinhas de explicar a gracinha um pouco mais acima das nuvens.
É que não me lembro de existir cristianismo sem esta componente. O Poder terreno era comparado ao celeste com a obrigatoriedade de se lhe submeter.
Por isso, prevalecia a tal Ordem. Idêntica à da Natureza. Tudo o que saía dessa ordem era monstruoso- uma exorbitação.
A época moderna é que vai negar a submissão do terreno ao Celeste e aí, sim- inventa o tal Estado laico e sacraliza os trocos da questão- a venda.
E é aí que se passa a chamar Ordem apenas ao poder de se impor leis inventadas pelos governantes.
A alegoria do Bom Governo da Cidade= os espelhos dos Príncipes e as Laudes Civiati
http://www.ricardocosta.com/pub/lorenzetti.htm
Esta era a noção de Poder cristão. A Ordem submetida sempre à caridade.
repara, (eu até estou em sintonia com o que tu tens escrito por aqui...pronto naquilo dos diabitos eu sou naif, já sei :) se calhar é só isto: todos precisamos dos nossos arrepios de estimação...e a mim tudo o que me cheire, nem q seja ao de levezinho ou misturado com refogado, a desejos de 'paraíso na terra' ataca-me logo o fígado :)
se calhar sou só algum enteado retardado da revolução francesa :)
beijos
C. (moi même)
ass: eu também vou sair da piscina que ele não sabe que eu também nado de costas
E nada disto tem a ver com o Poder da Revolução Francesa que é filhinho do inverso- do Leviatan de Hobbes onde quem se diviniza é o Monarca.
E diviniza-se racionalmente- pela explicação das funções do Estado, deduzidas mecanicamente como uma espécie de robótica cartesiana.
O Poder, quando se livra de Deus é que se amesquinha. Enquanto se submete ao Amor Divino, com a justiça autónoma e seu braço direito e sempre bafejado pela Caridade, é uma Ordem. O mais próximo da Ordem clássica de que tanto o Dragão gosta.
Porque o cristianismo é teoria precisamente quando tem de justificar que também é poder. Do Estado do Vaticano, do Papa na Igreja; da Igreja no Príncipe, do Príncipe na Cidade Terrena.
Já tomei um cocktail de xanax com dolviran mas estou indeciso se ainda hei-de tomar um actifed, mas só tenho em xarope, às tantas ainda vai um vomidrine
Não é Ordem da polícia
":O))))
Ora este Poder deixa de ter este equilíbrio- cópia da mesmíssima harmonia divina, quando desaparece Deus e o Estado é que se torna sagrado. Depois, resta divinizar os "Napoleões".
Porque, se tu negas a existência desta Ordem, a única que pode ser Poder à imagem da Criação, então ficas com o quê?
Com a treta da irmandade milenarista que inventou outros divinos pelo saque? Só se for. A igualdade nunca foi propagada pelo cristianismo como uma forma de vida em socieade- como política.
Mas, se negas a ordenação social e suas hierarquias, tens de acabar aqui- onde o nosso Tim tanto gosta de chegar.
A ideia do monarca ser representante de Deus na terra e ungido, era outra coisa. Essa foi posta em causa pelo Suárez. Mas nunca negada a ordem social.
(se é que é disto que v.s estão a falar)
A sua trasnposição para a cidade dos homens já não a vejo como algo imediato e óbvio.
Deus deve estar - e está - presente no coração e na acção dos homens, mas não deve ser impingido na ordem social como um inspirador-de-medidas. Senão começamos a entrar nos a)raciocinios de quemesse: 'o que faria Deus nosso senhor neste caso'; ou b) nos napoleónicos: 'isto não encaixa nos planos da salvação'.
Nunca falei aqui de quaisquer valores ( muito menos da igualdade)e não acho que se deva fazer grandes exigencias à ordem social face á suposta caracterização da Ordem divina.
Aqui sou um bocadinho, vá... 'basista', reconheço, já temos os mandamentos , não vamos complicar , por amor de Deus! :)
Eu não disse que pertencias ao bando milenarista da escardalhada (está e roubo e devias ter registado a patente)
ehehe
Eu digo é que se o Poder não existe~, então a sua anulação só pode ser a tal inversão milenarista que, na prática, redundou sempre no oposto, por se considerarem à prova de bala.
Mas, se o ser humano tem essa capacidade e ela não tem o menor paralelo com exemplo de harmonia divina, então é essa candonga de feira que tu referiste.
E isso não é verdade. isso seria a impossibilidade "natural" de uma tentativa de de harmonia colectiva.
E é mesmo apenas tentativa- porque os espelhos dos príncipes são guias, não são relatos do que é mas do que devia ser.
Bjs
Maria
Trata-se de considerar o Poder e o Governo como uma alegoria onde a psicomaquia entre vícios e virtudes existe.
E isto deriva de Prudêncio e depois é incluída no Cristianismo como uma forma de aconselhamento.
O nosso Martinho de Dume fez o mesmo com a corte sueva.
Se quiseres, é por aqui que existe uma moral cristã com um fundamento teórico helénico.
E, sem ele, nunca terias a noção de civilidade/civilização.
O que é mais uma prova que a Bíblia, apenas por ela, nunca conseguiria fundamentar uma moral.
Mas este é um problema mais meu, e daqueles que nunca resolvi. Quando o Dragão pegou nele ia ser muito interessante.
Mas isto significa que o cristianismo é teoria. Foi teoria por se ligar à filosofia clássica.
E foi teoria política. E por aí então, é incontornável esta questão.
a minha 'frase fundadora' desta conversa foi : «uma das revoluções do cristianismo é permitir que se olhe para um deus omnipotente fora do poder,(...) como presença, caminho, salvação»
portantos:
1. jamais escrevi q o poder de deus não existe, eu seja ceguinho se o disse :)
2. jamais escrevi, nem penso, nem disse, nem segreguei que «há uma impossibilidade natural de harmonia»; caia-me já um raio no cucuruto!
3. nunca disse que a Ordem era uma quimera; solte-se-me já uma praga de gafanhotos no teclado se eu o disse
4. o poder e o governo tb podem ser uma alegoria porreira. Isto acho q não disse , mas vou passar a dizer com a tua devida autorização, claro :)
5. Eu (também) acho que a Biblia não é fundamento de moral, é inspiração, é fonte de conhecimento, é elemento de estudo. Fonte de moral (pour moi) é a fé enquadrada por um conjunto de elementos que constituem o que nós definimos como homem (conhecimento, pensamento, consciencia, espiriualidade, cultura, etc etc)
6. ah, e last but not least: ninguém é dono do cristianismo. muito menos eu, fechem-se já as águas do nilo sobre a minha moleirinha!
É verdade que não disseste e já ninguém sabe de onde começou o mal-entendido.
Quando eu digo que a Bíblia não chega como fonte de moral estou a dizer como a Igreja o reconheceu e precisou destas alegorias de virtudes para a completar.
E é aqui que aparece a tal indicação para o governo terreno.
Um "príncipe"- e entende-se por príncipe mais que isso- um governo- só pode ter mando se tiver como inspiração as virtudes, o amor e caridade.
Se as negar é o mau-governo da cidade- com o tal tirano que na alegoria aparece com aspecto demoníaco.
ahahahhaha
Mas não há-de ser meu que eu nem para um reclame era capaz de rimar.