um dois três macaquinho do chinês
Ao contrário do que pode transparecer das fontes bem informadas, Portugal vive hoje um momento absolutamente vibrante da sua história, proporcionado pelos miminhos que só a geopolítica pode fornecer. Como é conhecido, o nosso ilustre caminhar pelos tempos esteve sempre marcado pela existência da ameaça espanhola. Mas foi aquilo a que se pode chamar: um inimigo fiel; esteve sempre ao nosso lado a debicar-nos fronteiras, navios, possessões, tronos, terras, porcos e lagares de azeite, conferindo-nos o elevado estatuto de Estado invejado e ameaçado, estatuto esse que lá fomos sabendo conservar como pudemos. Hoje, um terço do nosso calote externo são eles que se arriscam de levar, mas desistiram há muito de nos invadir, de tomar conta de nós, e o pouco eucalipto que ainda nos resta já não os seduz e muito menos entusiasma. É verdade que também tivemos de arrear nos mouros, tivemos os Franceses a invadir-nos, os Ingleses a ultimatar-nos e até Holandeses a rouba...