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Certo dia, enquanto de refrescava no golfo de tarento, veio ao salão encefálico de Hipaso de Metaponto a ideia de que todos os verdadeiros problemas apareciam quando se queria produzir qualquer coisa a dois. Um era bom, três era a conta que deus fez, mas dois era aquele número que trazia a maior das complicações. Só que era inexorável: o dois existia realmente, não se podia fugir a essa realidade. Como seria então possível construir um dois por forma a que ele não desse tantos problemas. Agarrou-se então à geometria. Juntou uns pauzinhos em mogno do Quénia, comeu duas romãs e três figos, e foi beber uns copos com o seu mestre Pitágoras que andava deprimido por causa de um cateto que lhe tinha entrado para a vista tentando convencê-lo que a solução estava na raiz quadrada do dois. Impossível, disse-lhe o mestre, nem mates a cabeça, não existe tal número, se alguma gaja te pôs os palitos desenrasca-te por outro lado, não esperes que a matemática te safe. Mas Hipaso não se ficou, meteu...