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Quaresma XXVII Isto, para não variar muito, não interessa nem ao menino Jesus, mas... «O clandestino que prospera não é aquele que se esconde nas caves como um rato, que foge da luz e da agitação social: industrioso, participa activamente na vida natural da comunidade, com as suas paixões e fraquezas; parece mergulhado no fervilhar existencial, ocupado em algo que toda a gente compreende, e tem o direito de dedicar parte do seu tempo e das suas forças, mas a sua actividade essencial decorre em segredo, paralela, e decorre tanto melhor quanto mais organicamente estiver ligada com as suas ocupações públicas quotidianas. Simplicidade óptima: conduzir as actividades secretas em ligação com as actividades públicas. (...) A ideia entrou nele como o ar que respirava: dedicar-se (...) sobretudo e primeiro de tudo, ao comércio com a revolução como apêndice. (...) Havia algo de genial neste casamento do comércio com a revolução.» ...como não estamos no Natal e sim na Quaresma, aqui vai uma passa...
Este sim é o Abrupto que vale mesmo a pena. Referindo-se a um livro de Soljénitsyne, um autor que acabou por marcar a minha juventude e”envolver-me no eslavismo" ( não “pan” ) “Não foram só os alemães que tiveram um sério "problema judeu", foram também os russos, que matavam os seus judeus de forma mais primitiva e sem a eficácia das tecnologias e da burocracia alemã. Só que uma parte dos judeus russos respondeu tornando-se revolucionária, tendo um papel decisivo no comunismo soviético, dando bons revolucionários, bons intelectuais, bons polícias e bons torcionários, uma combinação mais comum do que se pensa, para depois caírem na máquina trituradora de Estaline.” In Abrupto E foi bom ler isto, porque hoje também estou um bocado “ O carvalho e o bezerro “