O dicionário não ilustrado desdenhando na separação de poderes foi outra vez à catequese; quando quisermos fazer a vontade a Cavaco, e estivermos à beira de descobrir os tais de "políticos competentes" podemos dar uma vista d’olhos nestas - pouco mais que meia dúzia - entradas. Isto depois de dizer um valente e reconfortante foda-se, claro. ( 925 a 932 ) Políticos escatológicos –São os que antevendo o fim do mundo em cuecas preparam a sociedade com medidas elásticas e aderentes Políticos exegetas –São os que nos apresentam o palavreado já bem passadinho a ferro e sem as rugas da dúvida, mas que não se esquecem de nos borrifar de esperança antes para descortinarmos neles personalidades modelares e bem vincadas Políticos taumaturgos –São os que vivem para lá do explicável e nos fodem o possível, tornando insuportavelmente maçador o razoável Políticos apologéticos – São os que refutam os que nos querem mal, e nos abrem os olhos para aquelas verdades que se não fossem eles até...
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“internettes” em versão comunhão dos santos; walking aos bochechos around [1][2][3][4][5][6][7][8]and [9] «Nenhum de nós vive para si mesmo, e nenhum de nós morre para si mesmo» S.Paulo, Carta aos Romanos 14, 7 [1] A ideia do “corpo místico de Cristo”, apesar dos seus “contornos beatos”, tem um quê de especial. Tem uma "força metafórica" como toda a palavra revelada e lembra-me até que Deus é a única palavra que se manteve metáfora - e repare-se que Jesus nada escreveu, nem mandou escrever. E é por isso que Deus ( na sua concepção cristã – a até mais precisamente católica) será sempre a fusão entre o "Logos" joanino, o Parabolador dos sinópticos, o Paráclito, e aquela Coisinha que nos mexe na alma e que às vezes até deixa que lhe chamemos comichão; entre outras coisas. [2] A ideia de que «só nós estamos no mundo; Deus não se aproxima desta atmosfera» ( in Aviz ) é instrumentalmente boa para servir o essencial - e louvável - conceito de separação entre a cidade ...
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E ainda me apeteceu dizer mais isto sobre o tal de “buttigliones em flor” case-study Buttiglione pode perfeitamente ter equacionado bem a questão “moral” versus “política”, Bolonitiglione pode perfeitamente ter equacionado bem a questão “moral” versus “direito”, Bottrigglione pode perfeitamente ter equacionado bem a questão “convicções” ( isto é quê ao certo? já nem o Pascal faria aforismos com isso ) versus “exercício do poder”, Bruttiglione pode perfeitamente ter equacionado bem a questão “cidadania” versus “moralidade”, Brittilgnobne até pode estar a rezar o terço de braço dado com um panasca apelando pela salvação de ambos e isto tudo no intervalo inspirativo da elaboração duma lei em que os enfia a todos na pildra ou numa casa de correcção na companhia dumas putéfias de estimação, tudo referendado e bem embrulhado, mas lá por isso ele não deixa de parecer uma pagela de parvoíce e prestou um péssimo serviço a essas “mulheres fatais” todas aí de cima. É que a estupidez também foi cr...
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Isto vai-se a ver continua a encher não pára de encher está sempre a querer encher mas é apenas verbo de encher e não sei quando irá acabar porque sinto-me a alimentar uma enorme câmara de ar e só me apetece soprar e mais soprar e soprar nem que seja para o ar para ver uma pena voar a despedir-se do pássaro porque este nem sabia assobiar Não basta dizer palavras enigmáticas para se ser shaliah; mas a economia até vai crescer, Pinilla já marca, o petróleo vai descer, uma Condoleeza casta - e ainda bem que não morde - é a imagem da América (que preteriu assim Laeticia), Mónica Lewinsky já era, Cicciolina não sei o que é feito dela, Bottiglione (ou o raio como o gajo se chama) voltou ao baptistério, Barroso já conseguiu acertar com uma equipa de matraquilhos a sério, vão acabar os benefícios fiscais e os prevaricadores têm os dias contados, ninguém atina com os juizes naturais, foda-se continua a ser um palavrão e merda uma indecência, o Jesus histórico atormenta-nos a consciência, Arafat...
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Este é praticamente um post político Li a propósito da reabertura do MoMA que o seu primeiro director Alfred Barr desdenhando um pouco da pintura naturalista/realista, dizia que “ não haveria problema em eliminar o ‘parecido com a natureza’ porque no melhor dos casos é supérfluo, no pior distrai ”. Também prefiro as abstracções porque acabam por nos concentrar no essencial. E tenho uma certa pena dos que nos querem mostrar ‘as coisas como elas são’. É que assim nem distraem.