Istépraticamentumpostanalisepolitica ( rima em escadinha a descer) O Outono poderá não passar dum verão decadente. Vou por isso deixar cair aqui, assim de repente, um post que caiba na cova dum dente, mas que é como se fosse um presente para uma alma nunca ausente: Um bom manipulador tem nas mãos o número de dedos que quiser
Mensagens
- Obter link
- X
- Outras aplicações
O Outono é também a estação da razão. Mas nem toda a folha que cai é fruto duma estruturada poda. Muitas vezes até se deve mais à precipitação da posição. Ou até à mera gravidade da situação. Hoje, está visto, deixei o kamasutra e passei a Newton , ou melhor dizendo, a um novo tom . (Cantinho do desfazedor arrogante: já repararam que com este título até já se fazia um post jeitoso nalguns blogs mais iluminados pelo sincretismo. Aqui para compensar o deserto de ideias tem de se fornecer um texto de brinde) Agora então um post com cabeça, tronco e membros. Não me responsabilizo pelo resto dos apêndices. Outra coisa sobre a qual também é muito fácil escrever ( para além de sexo) é sobre política e actualidade. O percurso é simples e é este: Tudo se resume à questão de começar por explorar aquela coisa que parece sempre existiu mas que, foi-se a ver, ainda teve de ser descoberta que é a “perspectiva”. Acho que todos podemos ter uma e até em conta, e não a devemos desperdiçar, toca pois a u...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Isto é para despachar já o assunto: o Outono em forma de besunto A coisa mais fácil que existe para escrever são textos eróticos. O corpo, o sexo, o desejo, a carne, a excitação, a pele, as curvas, a cor, o cheiro, as obscenidades, as posições, o contacto e a falta dele, o explícito e o implícito, o sentido ou o mecânico, o proibido ou o assumido, o insinuado ou o apalpado, são tudo coisas que se prestam com demasiada facilidade ao corridinho das palavras. A exposição do sexo (ou da sexualidade se quisermos ser mais finos) como tema ou como experiência é uma das muitas futilidades em que se concretiza essa actividade também fútil que é escrever. Perdida a função de provocação teórica, de satisfação da curiosidade, ou da excitação psico-somática, a escrita erótica soa-me sempre a pura banalidade quer venha disfarçada de lengalenga poética, quer venha disfarçada de corruptora científica de convenções, quer venha disfarçada de inebriadora de consciências ou despertadora de inibições, ou o...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Outono em Berlim. As bolas é que foram para Pequim. Nem toda a gente as pode ter no sítio O Outono vende-se muito bem. É como os homens que se vendem a si próprios bem melhor do que as mulheres. O Outono a seu dono. Não me conhecem, mas lá está, eu sou aquilo que se costuma chamar uma jóia de rapaz. Não se encontra assim, não, sou um achado pode-se mesmo dizer. Sou aquela coisa que se planta no enxerto do homem bom com o homem de confiança. Não, não se apanha em qualquer par de dança, e nem é fácil de descobrir parecido ali ao dobrar de qualquer esquina. Sou mesmo coisa fina, até poderia dizer, se quisesse rimar, mas não quero, apenas vos quero enganar. Mas tenham cuidado pois posso vir a deslumbrar, e assim de repente, não estou a encontrar o melhor repelente, mas eu se fosse a vocês até me deixava ficar, é que eu estou apenas a tentar-vos agradar, não vos quero fazer mal, afinal de contas sou inofensivo, que não é o mesmo que ser defensivo, por isso é que se deve desconfiar das “term...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Outono rima com abandono. Bela merda de rima. A única mulher que abandonou Picasso foi Françoise Gilot, que ficou para sempre como a sua “mulher – flor”. No primeiro dia em que lhe pediu para que se despisse ficou a observá-la durante mais de uma hora sem tocar em nenhum pincel e mais tarde chegou a dizer-lhe que “ todos nos parecemos com um animal menos tu ”. Picasso não suportou bem essa "derrota" mas já há algum tempo que tinha encontrado em Jacqueline mais uma substituta “servil”; para Picasso as mulheres eram meras utilidades. Mas o que é um “facto” é que apenas a mulher sabe abandonar. O homem quanto muito deixa, não desenvolveu tão bem essa crueldade da ordem do definitivo. O homem é apenas outonal, viverá, no extremo, apenas deixando cair, enquanto que as mulheres: ou dependem ou desprendem. Ou são flores ou são icebergs. Ou são as duas coisas. Porra, já ando às voltas. Picasso teria dito a Francoise que ela era a “ única mulher que tinha conhecido que tinha a janela ...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
A opção era outono, ou tino. Escolhi outono. Não sei se terei feito bem ( durante esta estação há fortes possibilidades deste desterrado blog se ir erraticamente dedicando à empolgante e originalíssima guerra dos sexos; será tudo a bem duma saudável queda da folha) Hoje é especialmente dedicado a alguém que esteja ainda “segurando o queixo” enquanto “pressente” cabeças ditas “inconhecíveis”. O Marquês de Sade logo no início de “Eugénie de Franval” “ ( 1) pergunta-se: « será possível tornar detestados semelhantes desvarios se não tivermos a coragem de os mostrar a nu?» preparando-nos para a “novela trágica” duma relação incestuosa. Mas deste livro fica-me como imagem mais marcante a capacidade de perdoar no limite de uma mulher: (referindo-se à Sra de Franval, mãe de Eugénie ) « Ela desculpava-vos..., rogava ao céu por vós..., pedia sobretudo o perdão para a filha....Como vedes, homem bárbaro, os últimos pensamentos, os últimos votos daquela a quem dilaceráveis eram ainda pela vossa fe...
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Este não é um post sorumbático O Outono não é de muito boas rimas, mas eu cá me hei-de arranjar. A natureza pode amarelecer mas não é sinal que esteja a enferrujar. E como as árvores se vão começar a despir, talvez seja o momento de olhar bem para o sexo dos dias. Não sei como era o Outono no Éden, mas calculo que maçãs não haveriam; Adão olharia para Eva, achar-se-iam estranhos, se calhar, mas sorririam. Deus não gosta de surpreender. Mas gosta que vivamos surpresos É também por isso, que há homens e mulheres. Pelo menos foi o que Ele me disse.