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Mas quem não arrisca não petisca Um dos riscos que corre quem fala é que o mandem calar. Um dos riscos que corre quem manda é que tenha de falar.
God at blogger – live ( para desenjoar) De Gérard de Nerval ( in “vers dorés“) (1) Souvent dans l’être obscur habite un Dieu caché ; Et, comme un œil naissant couvert par ses paupières Un pur esprit s’accroît sous l’écorce des pierres Estaria muito próximo dos aconchegantes lugares comuns se dissesse que quando me encontro com um cepticismo forte ou fino, com uma descrença negligente ou quase ontológica, com um desespero existencial ou irónico, com um mal incompreensível e descarnado, ou até com um aparvalhamento geral, me aproximo bastante mais de Deus. A verdade é que Deus é também refúgio; isto é básico. Ora mais inesperado é que Ele também se refugia na nossa alma. Esta sim é a verdadeira revolução do “cristianismo revelado”. O resto é dalguma maneira adereço da nossa condição. Mas Deus aparentemente também não nos quis a navegar numa crença despida. Nota técnica: Muitos ateísmos ou agnosticismos, não passam de panteísmos mal resolvidos. Os que-se-foda-isso-tudo-ismos é apenas preg...
Rennie, o libertador A efervescência dos dias vem fornecida numa pastilhinha de ministro tolo com comentarista capcioso. Cada país dissolve-se no que pode. Em qualquer dos casos ajuda sempre agitar bem. Se estiver morninho acho que as moléculas ainda gostam mais. Somos um país com muita química, nem fodemos nem saímos do enzima.
Os verdadeiros manuscritos do Mar da Palha ou do grande segredo dos parodiantes do Sião “O céu estava turvo e gorduroso, parecia um colestrol de nuvens e as tribos estavam assustadas. O gado ora andava mortiço ora agitado, as galinhas chocas só queriam pôr ovos quando lhes dava na real gana e as pastagens viviam reféns do tal vento que só era bom quando soprava do lado dos bons casamentos. Parecia um dos tais momentos em que história ia dançar o vira a seu bel-prazer. Os chefes das tribos começaram a pensar que talvez fosse a hora de darem as mãos ( o beijo na boca ficaria para uma situação limite). O chefe Santana, o chefe Portas, o chefe Sócrates e o chefe Louçã começavam a tomar consciência de que não podiam passar mais o tempo apenas a gamar as peles uns aos outros, depois de já terem acabado há muito os ursos na floresta, e após a grande saga da deriva securitária em que deixaram até de precisar de estar a pau com os ursos. O povo entretinha-se saltando de tribo em tribo, limitand...
(E se fosse o Kundera a dizer isto) um título em itálico e entre parênteses já diz muito da falta de confiança no texto. Mas é que ouvi dizer que os disparates serão os últimos benefícios fiscais a ficar de pé. Pensava que era só uma consulta de rotina e estava apenas ligeiramente preocupado com o ensimesmamento revelado por alguns posts dos últimos tempos, até aborrecido, se calhar, com a absoluta falta de um mínimo de qualidade dos mesmos e ainda para mais ninguém me tinha obrigado a editá-los, mas ora, também isto não seria nada demais, apenas o costume, o número de leitores deveria ter estabilizado na pedagógica oscilação entre 7 e 9, a vaidade dos dois dígitos estava arredada, a ausência da fita métrica de visitantes continuava a garantir a paz de consciência , nada demais mesmo; só que logo após ter entrado e dado os primeiros passos no consultório da Dra Girassol reparei que a coisa estava preta, dou de caras com o olhar dela, mesmo camuflado numa franja simbólica, faiscava pre...
Santanas, Sócrates, Portas, Louçãs, Rebelos, Pachecos, Tavares, Expressos, Públicos, DNes, Siques, canaizuns, têvêis, têessiefes, antenazuns e cêénienes Venha Deus e escolha. O diabo parece que já não quer ter nada a ver com isto. Diz que tem uma reputação a defender.
Cantinho do desfazedor Dedicado a todos que se traumatizam com utilização do “que”. Mais um bocadinho de sex war , em versão light . Mas vou-me lixar, está mais que visto. Que outono. Mas que outono é este. Que coisa, que este calor que faz descompensa que nem queiram saber. Isto é um bocado escrita de gaja, não é? Que é, porque um homem que se preze já não está na idade dos “que”, que isto de dizer “que” tem que se lhe diga, que coisa, que eu não estou a conseguir sair disto. Um homem só abusa dos “que” se for um homem inseguro, que esteja sempre dependente dum “que” alheio, dum “que” de confiança, duma prove dos “que”. Uma mulher não, uma mulher que abuse dos “que” é porque gosta que sejam amigos dela, que sejam compreensivos com ela, que sejam tudo o que ela sempre sonhou que podiam ser os homens que deus lhes teria colocado no caminho que ela escolheu. Que isto é tudo verdadinha, pois que mesmo sendo isto a escrita típica de gaja tola que eu não sou, afianço-vos que não sou, e nada...