Cheever regal
Julgo que, para aconchego das almas em geral e alívio do corpo em particular, deveria chamar a especial atenção do amável ouvinte (se encostarem um bocadinho o ouvido ao ecrã prometo que ouvirão um sussurro praticamente indecente) para algo que se me foi dado à revelação há coisa de umas semanas - naquele suplemento de cariz e vocação mainstreamica denominado Ípsilon, se bem que, nalgumas edições larga um pouco de tinta em excesso – ou seja, para a notícia de que vão ser editados em português os contos de John Cheever lá para o solstício. Alerto desta forma singela e antecipada apenas porque se trata dum singular monumento da literatura móderrrna (por exemplo no site da revista ficções apanham uma tradução do conto, absolutamente sem adjectivos que o adjectivem de forma verdadeiramente adjectivada, ‘O Nadador’), e que, se me é permitido sugerir, não me fosse de esquecê-lo, todos deveis ler, nem que seja naquele bocadinho em que não estiverdes a embebedar-vos em notícias sobre outlet’s de subúrbios.
Comentários
tornei a lê-lo e vislumbro o nomartivismo, foda-se
pois, a perfeição é comum e eu é que sou um gajo original
a perfeição é comum, sim, a originalidade é apenas uma banalidade.
pois isso é o descritivismo (não brita osso)
mas o que me fode é o normativismo
um dos palpites mais velho da humanidade: tu és pó e em pó te hás-de tornar, põe-te em guarda
(...quem não tiver um palpitezito q seja para dar ao próximo é porque está corroído pela indiferença)
é só um palpite
para além do "deves" saber nadar, deixa o pobre homem andar a deambular semi-nu numa espécie de outro lado do espelho da Vénus Hotenttote (já que estás com a mão na massa leva-o a uma consulta do G. Soveral)
o Garibaldi reformou-se. a bondade acaba por desleixar; e isso tb é fodido.