(das constatações: Uma das perplexidades religiosas que me acompanha é a da distribuição do dom da fé. Vejo-a sem complexos como um dom, aliviando assim de grandes elaborações metodológicas. Por isso baralho-me e atordoo-me quando “encontro” pessoas que a mereceriam e alavancariam muito mais que eu, e que aparentemente não a possuem (não digo desfrutam, porque também não seria correcto). São pessoas que conseguem viver com moralidades herméticas, esterilizadas e em saponária, e com um sentido do certo e do errado que quase parecem poder dispensar as retrógradas cardealidades catecúmenas, conseguindo pôr a alma em quarentena quando prevêem as nuvens da epidemia. Sinto-me às vezes uma espécie de “Toni Fidélio”, esperando mesmo que só a minha parola e tosca parvoíce – bem rebocada pela ignorância – é que me esteja a impedir de ver o alcance da coisa. A floresta é densa e felizmente, como disse H. Michaux, «a árvore não se interessa pelo delírio do pássaro». Eu cá sou mesmo um mero batedor de asas.)
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power rangers
O poder é uma construção estritamente humana. Uma das grandes revoluções do cristianismo (leia-se: do património religio-cultural que decorre da vinda ao mundo de Deus feito homem ) é permitir que se olhe para um Deus omnipotente 'fora do poder', (o 'deus-poder' é propriedade intelectual do paganismo) ou seja, Deus como presença, caminho, salvação, e uma carrada de não despiciendos etceteras, (ou apenas 'verdade e vida' para utilizarmos uma fórmula mais poeticamente friendly) deixando para os césares a secção do economato. Num post do regressado dragonblog ele afirma que «o Poder vem sempre de alguma parte. Se não do «Alto e Sublime», então do baixo e desprezível. Se não conta a Palavra, passa a contar o número..» and so on, and so on. Ora na minha rudimentar forma de ver les choses: o poder nunca vem do «Alto e do Sublime», 'dasse!, 'o poder' é uma coisa do urbanismo da cidade dos homens, na cidade de deus só há aquilo que se pode sintetizar por ...
Nullum est vitium sine patrocinio
Então como é para o Dragão , vou mostrar o meu lado mais delicodoce, aquele lado que, ao ser olhado de esguelha poderá atingir o leitor com raios vindos do Poderíssimo Altíssimo, mas, ao ser observado de frente, poderá transformá-lo em pedrinhas da calçada pois todos temos o direito a sonhar com os poderes da medusa antes de nos cortarem os tom..., vá, a cabeça. Então o desafio, ai credo um desafio, é: como olhar para a fragilidade, para a fraqueza, a baixeza, o desprezível, a mediocridade humana aos olhos daquilo que o cristianismo iluminou, ou seja, do homem destapado, descoberto, pelo fenómeno historico-literário, mas real, da Redenção, e confrontá-lo com o Deus que Jesus também revelou em simultâneo. Escolherei a rota pelo termo 'fragilidade' porque é mais abrangente, eloquente, e suave, como o português; e tentando não repetir miudezas rudimentares. 1. a fragilidade como condição - O homem tem uma tendência irreprimível para se definir e para ajustar a sua definição à s...
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