Belas Artes



“ (...) a grande ruptura que reside na pintura abstracta não se prende apenas com a imagem da realidade. Terá a ver também (...) com a afirmação e autonomização dos valores plásticos propriamente ditos.” De Isabel Sabino em a “Pintura depois da pintura”.



Passa-se rigorosamente o mesmo com a política. Não estará apenas em ruptura com a realidade, assumiu já um grau de autonomização, com valores próprios, e com uma plástica que desdenha o meio, o suporte, e que releva o enquadramento formal em prejuízo do bom gosto. Só que a política não chega a destruir o espaço “pictórico”, apenas o gelatiniza numa bamboleante flacidez.

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