Bailout, Disciplina, Dominação, Submissão e Monetarismo




Verificado o mecanismo de fecho das algemas, testada a elasticidade dos chicotes, foi como adultos que os gregos se apresentaram hoje na mesa das negociações. Já não houve queixas sobre as brincadeiras e tudo se passou em ambiente de submissão, num estilo Houllebeckiano, neste caso après la lettre. Sem temáticas religiosas a tirarem o brilho ao couro foi com posições clássicas que se abordaram as propostas. Dívida, compromisso, crescimento e fidelidade não foram conceitos que embaraçassem os parceiros: copulou quem pagou, swingou quem pode e auto-gratificou-se quem pôs os credores de mãos a abanar; quem só trouxe moedas para os parquímetros teve de escrever «Dijsselbloem» 20 vezes no quadro sem se poder enganar. Antes um bordel na mão que dois bailouts a voar, avisou Tsipras entre dois iogurtes sem pedaços.

Brincar, sim, mas agora como adultos



A nossa lagarde, cristine, com a qual metade dos burocratas, ludocratas e fornicratas europeus já tiveram sonhos húmidos, diz que só volta a brincar com os gregos se desta vez eles fizerem de adultos. Cansada de brincar às enfermeiras e às casinhas, lagarde agora quer chicote , algema e couro reluzente também na mesa das negociações, a table dance era opcional mas os gregos mostram-se incapazes de levar uma dançarina em condições para as cimeiras; na careca de varoufakis dá para se patinar mas desliza-se demasiado nos paso-dobles. Adultos, pede ela, gente capaz de gerir as vasodilatações, de agarrar as ancas sem magoar, e de manipular orgasmos até ao limite da tendinite. Entre uma Mutti e uma Mata-Hari vivem agora os gregos, querendo colinho mas indecisos entre ferrar o dente ou investir no labial. Quem nunca passou por não saber onde pôr as mãos que atire a primeira pedra; varoufuck yourself, gostavam eles de ter dito.